Comprar ou vender?

Lavvi (LAVV3) recua na bolsa após prévia do 1T26, mas papéis chamam atenção dos bancos; é hora de comprar ou vender?

16 abr 2026, 15:26 - atualizado em 16 abr 2026, 15:48
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Lavvi (LAVV3) recua na bolsa após prévia do 1T26, mas papéis chamam atenção dos bancos; é hora de comprar ou vender? (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da construtora e incorporadora Lavvi (LAVV3) operam em queda nesta quinta-feira (16) em reação à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada na véspera. Entre analistas, a leitura é mista.

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Por volta das 15h21 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam 2,15% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 14,99. Acompanhe a movimentação em tempo real.



Entre janeiro e março deste ano, a Lavvi registrou R$ 433 milhões em vendas brutas, um recuo de aproximadamente 3,5% em relação aos R$ 448 milhões apurados no mesmo intervalo de 2025.

Sem lançamentos realizados no período, todo o volume comercializado teve sua origem do estoque.

Os distratos (cancelamentos), por sua vez, somaram R$ 97,6 milhões, um aumento de 69,5% frente aos R$ 57,6 milhões reportados um ano antes.

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Com isso, as vendas líquidas totalizaram R$ 325 milhões, uma queda de 14% na comparação anual e cerca de 13% abaixo das projeções do BTG Pactual, que classificou os resultados como “fracos”.

“A Lavvi divulgou números operacionais fracos, já que a ausência de lançamentos resultou em um desempenho de vendas abaixo das nossas expectativas”, afirmou o banco, em relatório.

De fato, a velocidade de comercialização consolidada da construtora, medida pelo índice VSO, ficou em 11% no trimestre, contra 15% registrados no mesmo intervalo de 2025.

Consumo de caixa e expectativa de recuperação

O BTG também chamou atenção para o consumo de caixa de R$ 70 milhões no trimestre, ante R$ 46,6 milhões observados um ano antes, refletindo principalmente a aquisição de terrenos.

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Entre janeiro e março, a companhia garantiu a opção de compra de quatro terrenos e escriturou outros dois, encerrando o período com um potencial de R$ 10,4 bilhões em VGV (valor geral de vendas) na visão 100% — ou R$ 7,5 bilhões considerando apenas sua participação.

Apesar disso, o banco vê espaço para melhora à frente, já que a empresa se prepara para lançar o projeto “Hípica Santo Amaro“, localizado em São Paulo, no segundo trimestre, que pode ser o maior de sua história. A estimativa é de cerca de R$ 1 bilhão em VGV apenas na primeira fase.

“Esperamos aceleração dos lançamentos nos próximos trimestres, tanto na marca Lavvi, focada em médio e alto padrão, quanto na Novvo, voltada ao segmento econômico”, destacou o BTG, que mantém recomendação de compra para as ações LAVV3.

O preço-alvo para os papéis é de R$ 23, o que representa potencial valorização de aproximadamente 53% frente à cotação atual.

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O 1T26 da Lavvi, segundo o Itaú BBA

O Itaú BBA, por sua vez, classificou os resultados como “neutros”, apontando que, apesar da ausência de lançamentos — já esperada —, as vendas líquidas foram positivamente sustentadas pelo giro de estoque, em linha com as projeções.

“Mantemos a confiança na perspectiva para 2026, dado que a construtora continua se beneficiando de um pipeline de projetos diferenciados e de elevada qualidade”, disse o banco, em relatório.

“Embora o segmento de médio e alto padrão enfrente um cenário mais desafiador, a execução de excelência da Lavvi deverá sustentar vendas sólidas”, acrescentou.

Segundo a instituição, os distratos elevados, de R$ 98 milhões, foram parcialmente ligados a unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e a ajustes no projeto “Saffire”, sem indicar problemas relevantes de crédito imobiliário.

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O Itaú BBA também apontou que a queima de caixa veio como esperado e foi impulsionada pela expansão do banco de terrenos, na mesma linha de análise do BTG.

O banco possui recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações LAVV3, com preço-alvo de R$ 20, o que indica potencial de alta de cerca de 33%.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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