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Small cap ganha força na bolsa após prévia do 3T26; o que chamou a atenção dos analistas?

16 out 2026, 11:23
lavvi lavv3
Lavvi (LAVV3) sobe na bolsa após prévia do 3T26 (Imagem: Lavvi/Divulgação)

Negociadas fora do Ibovespa, as ações da construtora e incorporadora Lavvi (LAVV3) operam em alta nesta sexta-feira (16), no pregão seguinte à divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Entre os analistas, porém, as avaliações sobre os resultados são distintas.

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Por volta das 10h45 (de Brasília), os papéis da small cap avançavam aproximadamente 2,84% na bolsa de valores, negociados a R$ 14,83, em um dia também positivo para o mercado de renda variável.

No mesmo horário, o IMOB, indicador que acompanha o desempenho das ações mais negociadas do setor imobiliário brasileiro, ganhava 1,47%, aos 1.600 pontos. Acompanhe aqui o movimento em tempo real.



O 3T26 da Lavvi

Entre julho e setembro, as vendas líquidas da Lavvi somaram R$ 290 milhões, queda de 14% em relação ao mesmo período de 2025 e de 47% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Os lançamentos, porém, totalizaram R$ 368,4 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), ante R$ 249,5 milhões no 3T25, o que indica alta anual de 48%.

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O preço médio dos lançamentos avançou 29% no mesmo intervalo, para aproximadamente R$ 372 mil.

Os distratos, por sua vez, chegaram a R$ 75 milhões no 3T26, referentes a 95 unidades, crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025.

Já a geração de caixa atingiu R$ 13,4 milhões entre julho e setembro, acima dos R$ 3,5 milhões registrados um ano antes.

Para analistas do Bradesco BBI, o principal destaque positivo foi justamente essa retomada da geração de caixa, revertendo o consumo de R$ 28 milhões registrado no 2T26, apesar da desaceleração das vendas.

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Por outro lado, o banco apontou uma deterioração dos indicadores comerciais, especialmente na Novvo, marca do Grupo Lavvi voltada ao segmento econômico, cuja velocidade de comercialização (VSO) dos últimos 12 meses caiu de 79% para 51%.

“Esperamos uma reação negativa do mercado aos papéis LAVV3, devido ao enfraquecimento expressivo nas vendas e VGV, especialmente na marca Novvo”, afirmou o BBI, em relatório divulgado antes da abertura do mercado.

“Ainda assim, a empresa conseguiu retomar a geração de caixa no trimestre e suas ações seguem negociadas a um atrativo múltiplo P/L estimado de 4,9 vezes para 2027”, acrescentou.

O que diz o BTG Pactual

Já o BTG Pactual avaliou que os resultados operacionais da construtora no terceiro trimestre vieram em “linha com as expectativas”.

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De acordo com o banco, a relação entre vendas e estoque encerrou setembro em 11%, ante 16% um ano antes, refletindo principalmente dois fatores:

Em relação aos lançamentos, o BTG afirmou que a Lavvi lançou dois projetos no terceiro trimestre, com o VGV ficando 25% acima das estimativas do banco.

Quanto à geração de caixa, o resultado também ficou acima da projeção da casa, que esperava consumo de R$ 35 milhões.

“No geral, os números operacionais da Lavvi no 3T26 apresentaram vendas e lançamentos em linha com as expectativas e geração de fluxo de caixa livre modesta, que, na verdade, foi melhor do que havíamos previsto”, afirmou o BTG.

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“Mantemos nossa recomendação de compra para os papéis, pois acreditamos que eles podem se beneficiar da queda das taxas de juros no Brasil no segmento de renda média e alta, enquanto mantêm um desempenho positivo no mercado de baixa renda por meio da Novvo”, acrescentou.

Pelas contas do banco, as ações LAVV3 estão “atrativas” e negociadas a cerca de 4 vezes o lucro estimado para 2027. O preço-alvo é de R$ 23, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 55%.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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