Política

Lula: Muita gente não gosta de mim porque são R$ 400 bi para o social; preferiam na especulação

25 mar 2026, 5:46 - atualizado em 25 mar 2026, 5:03
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 10/02/2025. REUTERS/Adriano Machado
Lula disse saber quem são os aliados ou adversários (Reuters/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (24) que “muita gente” não gosta dele por causa da destinação de R$ 400 bilhões para programas de políticas sociais. Segundo o petista, essas pessoas, que ele não nominou, preferiam que a cifra ficasse para a especulação monetária.

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“Ninguém pode viver de ilusão. É um jogo muito difícil. Tem muita gente que não gosta do Lula porque são R$ 400 bilhões colocados à disposição de políticas de inclusão social. Eles preferiam que ele estivesse à disposição da especulação”, afirmou.

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No mesmo tom, Lula declarou que tem a consciência de quem são os aliados ou adversários dele. Ele voltou a fazer críticas sobre a composição do Congresso Nacional, afirmando que há trabalhadores rurais ou metalúrgicos no Legislativo. Segundo o presidente, é preciso formar novos quadros no campo progressista.

“Precisamos evoluir politicamente. Precisamos pensar bem, preparar e lançar mais gente. Precisamos lançar mais trabalhador para vereador, mais mulher para vereadora, para prefeita. Precisamos começar a ocupar o espaço da política”, afirmou. Apesar das críticas, Lula destacou que só teve importantes aprovações no Congresso porque soube conversar com parlamentares que não eram “100% nossos”.

O presidente criticou também o desejo de potências estrangeiras nos minerais críticos e afirmou que eles pertencem ao povo brasileiro. Ele voltou a citar a criação de um gabinete que discute o tema na Presidência e que o Brasil não será apenas um exportador.

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Lula participou nesta terça-feira (24) da 3º Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. O evento marcou a despedida do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que vai se desincompatibilizar para disputar uma cadeira na Câmara por São Paulo. A secretária-executiva da pasta, Fernanda Machiaveli, deve assumir o cargo.

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