Eleições 2026

Lula retoma a liderança e venceria Flávio Bolsonaro por 46,5% a 41,4% no segundo turno, aponta Meio/Ideia

28 maio 2026, 8:43 - atualizado em 28 maio 2026, 8:44
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) (Imagem Montagem Money Times Agência Senado)
O presidente Lula supera Flávio Bolsonaro em pesquisa Meio/Ideia (Montagem Money Times/Agência Senado)

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e venceria o senador por 46,5% a 41,4% se as eleições presidenciais fossem hoje. No levantamento anterior, de 6 de maio, o filho de Jair Bolsonaro liderava com 45,3%, e com 44,7% na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições 2026.

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A vantagem de Lula, de 5,1 pontos porcentuais, supera o limite da margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo de cada candidato. O levantamento entrevistou 1.500 pessoas entre domingo (23) e esta quarta-feira (27). O nível de confiança é de 95% e o protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-02918/2026.

A queda do senador ocorre após a divulgação do seu envolvimento com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o pedido de dinheiro por parte de Flávio Bolsonaro para o financiamento de “Dark Horse“, cinebiografia do seu pai.

“A queda de Flávio foi grande em três grupos onde não pode perder. Entre os jovens, na centro-direita e nos que ganham mais de cinco salários. Os jovens e os moderados de direita são fundamentais num segundo turno apertado. Os brasileiros de maior renda são onde está a briga com Lula”, avaliou Pedro Doria, diretor de Jornalismo do Meio, em comunicado.

A pesquisa também aponta vitória, acima do limite da margem de erro, de Lula contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 46% a 40% em um eventual segundo turno, ante 44,7% a 40%, respectivamente, no levantamento de 6 de maio.

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Em outro cenário de segundo turno, o petista saiu de 44% para 46%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) recuou de 39% para 37% com vitória para Lula acima do limite da margem de erro. Lula venceria Renan Santos (Missão), por 46% a 31%, Joaquim Barbosa (DC), por 46% a 26%, e Michelle Bolsonaro, por 46% a 40%.

Primeiro turno e espontânea

No cenário principal da pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula registra 38,5%, ante 40% de preferência na pesquisa anterior, e Flávio Bolsonaro recuou de 36% para 31,5%. Eles polarizam a disputa, segundo o levantamento.

O terceiro colocado é Caiado, que saiu de 5,6% para 5,5%, seguido por Zema, que caiu de 3% para 2,4%. Outros candidatos somaram 4,4%, brancos, nulos e ninguém foram 5,1%, e 10,5% não souberam responder.

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Na pesquisa espontânea para o primeiro turno, Lula aparece com 33%, ante 33,4% no levantamento anterior seguido por Flávio Bolsonaro, que recuou de 20% para 18,7%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar e inelegível, variou de 4% para 4,3% de menções, embora não seja pré-candidato.

Caiado saiu de 3,7% para 2,3%, Zema de 3% para 1,9%, Renan Santos manteve o 1,4%. Outros nomes somam 4%, ante 5,2% de citações no levantamento divulgado em 6 de maio. Na espontânea, 24,5% não souberam apontar um candidato, e 10% pretendem votar em branco, nulo ou em ninguém.

Rejeição

O presidente lidera também a rejeição e 46,7% dos eleitores declararam que não votariam nele, seguido de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, com 42%, Flávio Bolsonaro, com 39,8%, e Michelle Bolsonaro, com 26%.

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Aprovações de Lula e do governo melhoram

No período em que lançou medidas como o Desenrola 2.0, o fim da “taxa das blusinhas” e o Move Aplicativos para o financiamento de veículos, o governo e o presidente também melhoraram a aprovação e reduziram a desaprovação.

Os que consideram o governo como bom saíram de 20,5% para 23,4% e os que acham ótimo saíram 11% para 12,2%. Os que avaliam o governo como péssimo saíram de 32,3% para 25,4% e os que acham ruim saíram de 14% para 15,3%. A avaliação regular variou de 21% para 21,7% desde 6 de maio.

A desaprovação do presidente saiu de 53% para 51,4% e a aprovação subiu de 44% para 46,6%, acima da margem de erro.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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