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Magazine Luiza (MGLU3): Descubra o que fazer com as ações após o 4T25, de acordo com 4 analistas

13 mar 2026, 13:41 - atualizado em 13 mar 2026, 13:41
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(Imagem: Magazine Luiza/Reprodução)

O balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) do Magazine Luiza teve leitura mista entre analistas, que divergem nas recomendações para a varejista. Na Bolsa, as ações MGLU3 são destaque positivo nesta sexta-feira (13), com avanço de 9% na máxima do dia.

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A companhia reportou um lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma contração de 10,5% ante o mesmo período em 2024.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 867,3 milhões no quarto trimestre de 2025, uma alta 2,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada se manteve estável em 7,8% ante o mesmo período de 2024.

Na leitura do JP Morgan, os resultados vieram fracos como já era o esperado. A equipe de analistas liderada por Joseph Gioardano destaca a queda de 1% no GMV (volume bruto de mercadorias) na comparação anual, refletindo o desempenho fraco do e-commerce, que acabou compensando o crescimento das lojas físicas, onde as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 8,4% sobre uma base de comparação difícil.

Ao considerar todos os impactos não recorrentes, o Ebitda ajustado pelo JP Morgan ficou em R$ 821 milhões, queda de 3% na comparação anual e 2% abaixo das estimativas do banco e do consenso do mercado.

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Segundo as estimativas do banco houve um consumo de caixa de aproximadamente R$ 1 bilhão no trimestre no 4T25, e de cerca de R$ 530 milhões no acumulado dos últimos doze meses (LTM).

Os analistas esperavam uma reação negativa das ações, devido às tendências fracas de crescimento, mesmo considerando a melhora no fluxo de caixa. O banco mantém recomendação Underweight para MGLU3, equivalente à venda.

Já o BTG Pactual avalia que o Magazine Luiza apresentou tendências operacionais mistas no trimestre, com desempenho sólido nas lojas físicas e na Luizacred, embora com um desempenho mais fraco no e-commerce, enquanto o Ebitda ajustado (excluindo principalmente a provisão para estoques e a reversão de provisão fiscal) ficou ligeiramente acima das estimativas do banco.

A equipe de analistas liderada por Luiz Guanais recorda que espera há alguns anos uma pressão nos resultados causada por um crescimento mais lento do GMV online, dada a exposição a categorias altamente cíclicas, como eletrônicos e eletrodomésticos, e uma perspectiva de concorrência acirrada no canal.

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Além disso, há o impacto das altas taxas de juros nos resultados da Luizacred, o que limita sua capacidade de impulsionar as vendas no varejo, e um alto custo de financiamento, com impactos tanto no lado da demanda quanto no desconto de contas a receber, afetando os resultados financeiros e o lucro líquido.

“Reconhecemos que as altas taxas de juros nos próximos trimestres, aliadas às perspectivas cada vez mais competitivas para o e-commerce, devem continuar pressionando a receita líquida da empresa, bem como o lucro líquido, mas os últimos trimestres mostraram tendências satisfatórias de lucratividade (e geração de caixa), o que sustenta nossa recomendação de Compra“, diz o BTG.

Pressão no e-commerce

Para o Itaú BBA, o Magazine Luiza apresentou um resultado negativo, com o online ainda pressionado e alguns efeitos pontuais relevantes que ainda precisam ser absorvidos pelo mercado.

Rodrigo Gastim e equipe apontam a constituição de R$ 300 milhões em provisões de estoque, com o ajuste integral refletido no Ebitda como o ponto que mais chamou atenção dos investidores. O banco pondera que o mercado deve acompanhar possíveis reversões dessas provisões ao longo de 2026.

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“Pelo lado positivo, as lojas físicas da Magazine Luiza continuam mostrando resiliência e a própria administração aponta o início de um ciclo de corte de juros como um possível vento favorável para a demanda por bens duráveis e para as despesas financeiras daqui para frente. Ainda assim, o debate central continua sendo a trajetória do online, e aqui o gap em relação aos pares está aumentando”, dizem os analistas.

Enquanto o mercado online no Brasil ainda cresce cerca de 20%, concorrentes-chave estão expandem mais rapidamente, com o volume bruto de mercadorias (GMV) do Mercado Livre no Brasil avançando 35% em base anual, e Casas Bahia tendo alta de 21,7% no quarto trimestre de 2025, GMV online da Magazine Luiza continuou a contrair, caindo 5,3% na comparação anual.

A força competitiva do Magalu com sua escala e conhecimento sobre bens duráveis parece menos protegido, na visão do BBA, a medida que marketplaces avançam em segmentos mais premium. A exemplo disso está a parceria entre Casas Bahia e Mercado Livre, que leva o sortimento principal da primeira (eletrodomésticos, eletrônicos e móveis) para a plataforma do Meli.

“Ao mesmo tempo, o Meli aproveita a vantagem logística da Casas Bahia para itens pesados, abordando uma lacuna histórica de execução em categorias volumosas e, em nossa visão, elevando o nível de competição justamente no core da Magalu”, ponderam os analistas.

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O BBA tem classificação market perform para o Magalu, equivalente a neutra.

Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, abordou essa questão na conferência na teleconferência de resultados, sob o argumento de que há uma competitividade irracional no setor e que a companhia não irá sacrificar margem por crescimento.

A XP Investimentos avalia que o Magalu reportou resultados fracos no quarto trimestre, com demanda pressionada em um macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um Ebitda abaixo do esperado.

“No geral, acreditamos que o trimestre reflete um ambiente macro e competitivo difícil. Assim, mantemos nossa recomendação Neutra“, diz a equipe liderada por Danniela Eiger.

O que fazer com as ações do Magazine Luiza?

Banco/Corretora Recomendação Preço-alvo
JP Morgan Underweight (venda)
BTG Pactual Compra R$ 12
Itaú BBA Market perform (neutra) R$ 10
XP Investimentos Neutra

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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