Menos de 1% das urnas eletrônicas falha; como funciona o plano de contingência da Justiça Eleitoral para manter votação
Dados da Justiça Eleitoral aponta, que menos de 1% das urnas eletrônicas apresentam problema durante a votação. Mas, caso o problema ocorra, um plano com protocolos rígidos de segurança e de contingência já está estruturado para blindar os dados e manter a seção eleitoral em funcionamento.
Primeiro, os votos da urna com problemas não serão perdidos. Cada voto registrado é gravado simultaneamente em duas mídias criptografadas distintas, uma interna e outra externa, formando um sistema automático.
Caso ocorra uma pane exata no momento da votação, a regra é simples: se o botão “Confirma” não tiver sido acionado para o último cargo da sequência, o voto não é computado. Assim que o sistema for restabelecido, o eleitor retoma a votação daquele cargo específico do zero, evitando registros parciais ou duplicados.
Ao identificar um problema, o presidente da mesa aciona o protocolo básico de reinicialização com códigos específicos, sob a auditoria dos fiscais de partidos. Na maioria dos cenários, esse “reset” rápido soluciona o travamento.
Se a falha persistir, a equipe técnica avalia o cartão de memória externo. Se o componente estiver danificado, um substituto de reserva é instalado imediatamente, protegido por chaves digitais que preservam integralmente os votos já depositados.
Substituição de aparelhos e plano de socorro em papel
Na hipótese de uma pane física definitiva no equipamento, entra em operação a urna de contingência aparelho reserva. O cartão de dados original é transferido para o novo dispositivo. Ao iniciar, a máquina emite um relatório de zeragem para novos eleitores, enquanto importa e valida instantaneamente o histórico acumulado. O hardware recebe um novo lacre físico numerado e o fluxo de eleitores é normalizado.
Ao término do dia, o novo equipamento gera um Boletim de Urna (BU) unificado com a totalidade dos votos da seção.
As urnas eletrônicas completam 30 anos nas eleições de 2026, mas antigas cédulas de papel constituem o último plano de socorro, acionado exclusivamente em cenários extremos onde nenhuma tecnologia esteja disponível.
Mesmo nessas ocorrências raras, os votos eletrônicos capturados antes da pane são salvos e integrados à apuração das urnas de lona lacradas e auditadas.
*Sob orientação de Gustavo Porto