ChatGPT para adolescentes: como vai funcionar a inteligência artificial da OpenAI dedicada a usuários menores de 18 anos
A OpenAI quer colocar o ChatGPT na rotina dos adolescentes — mas agora com regras específicas para quem tem menos de 18 anos.
Segundo a empresa de Sam Altman, a inteligência artificial vai incluir “proteções de segurança integradas mais rigorosas”.
Como vai funcionar o ChatGPT para adolescentes
O chatbot dedicado a usuários com idade inferior a 18 anos vai reunir alguns dos recursos que já foram lançados ao longo do ano. Entre eles, o “Modo de Estudo”, que auxilia estudantes a resolver problemas etapa por etapa.
Além disso, as ferramentas de previsão de idade e controle parental estarão disponíveis.
Mas a IA também terá novidades: uma série de recursos educacionais e de proteção.
Na parte educacional, os recursos vão desde lembretes de tarefas de casa até os “Horários de Estudo”, em que pais ou até mesmo os adolescentes vão poder determinar em que horários a IA deve entrar no “Modo de Estudo” automaticamente.
Proteções personalizadas
Além dos auxílios de educação, a empresa também afirmou que o ChatGPT para adolescentes terá proteções adequadas à idade.
O objetivo é reduzir a exposição a conteúdos inadequados para o desenvolvimento ou potencialmente prejudiciais.
“Esse acesso deve vir acompanhado de proteções que levem em consideração sua fase de desenvolvimento, reforcem os relacionamentos no mundo real e promovam um uso saudável ao longo do tempo”, afirmou a OpenAI em comunicado.
O lançamento coincide com um julgamento que a Meta, de Mark Zuckerberg, enfrenta. O processo contra a empresa visa determinar se ela contribuiu para comportamentos viciantes entre adolescentes e crianças.
Ao mesmo tempo, a OpenAI também tem sido questionada quanto suas práticas de segurança.
As acusações contra Sam Altman e a OpenAI
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, entrou com uma ação contra a empresa e seu CEO em junho. A acusação é que a companhia disponibiliza ao público uma tecnologia que seria insegura e teria potencial de causar prejuízos aos usuários.
Logo depois, uma força-tarefa formada por procuradores-gerais de diferentes estados americanos também teria iniciado uma apuração sobre as práticas da companhia.
A OpenAI afirmou à CNBC que buscaria colaborar com as autoridades de forma aberta e construtiva.
Meses depois, em setembro, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) deu início a uma investigação envolvendo sete empresas do setor de inteligência artificial e tecnologia, entre elas OpenAI e Meta. O objetivo é examinar possíveis riscos associados ao uso de chatbots de IA por crianças e adolescentes.
Paralelamente, a OpenAI enfrenta uma série de ações judiciais relacionadas a suposta negligência. Os processos sustentam que interações com o ChatGPT teriam contribuído para o agravamento de quadros de delírio em alguns usuários e, em situações extremas, estariam ligadas a casos de suicídio.
Chatbot vai chegar ao Brasil?
Ainda não há informações concretas que afirmam ou impedem a chegada do ChatGPT para adolescentes ao Brasil.
No entanto, a regulamentação de aplicativos tem sido um tópico quente no país.
Na última semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão da funcionalidade de transmissão no aplicativo Discord.
A decisão aconteceu em linha à uma fala da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que afirmou que a plataforma deveria ser bloqueada no Brasil “de qualquer forma”.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.