Inteligência Artificial

ChatGPT para adolescentes: como vai funcionar a inteligência artificial da OpenAI dedicada a usuários menores de 18 anos

20 ago 2026, 11:27
chatgpt-inteligencia-artificial
(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

A OpenAI quer colocar o ChatGPT na rotina dos adolescentes — mas agora com regras específicas para quem tem menos de 18 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a empresa de Sam Altman, a inteligência artificial vai incluir “proteções de segurança integradas mais rigorosas”.

Como vai funcionar o ChatGPT para adolescentes

O chatbot dedicado a usuários com idade inferior a 18 anos vai reunir alguns dos recursos que já foram lançados ao longo do ano. Entre eles, o “Modo de Estudo”, que auxilia estudantes a resolver problemas etapa por etapa.

Além disso, as ferramentas de previsão de idade e controle parental estarão disponíveis.

Mas a IA também terá novidades: uma série de recursos educacionais e de proteção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na parte educacional, os recursos vão desde lembretes de tarefas de casa até os “Horários de Estudo”, em que pais ou até mesmo os adolescentes vão poder determinar em que horários a IA deve entrar no “Modo de Estudo” automaticamente.

Proteções personalizadas

Além dos auxílios de educação, a empresa também afirmou que o ChatGPT para adolescentes terá proteções adequadas à idade.

O objetivo é reduzir a exposição a conteúdos inadequados para o desenvolvimento ou potencialmente prejudiciais.

“Esse acesso deve vir acompanhado de proteções que levem em consideração sua fase de desenvolvimento, reforcem os relacionamentos no mundo real e promovam um uso saudável ao longo do tempo”, afirmou a OpenAI em comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O lançamento coincide com um julgamento que a Meta, de Mark Zuckerberg, enfrenta. O processo contra a empresa visa determinar se ela contribuiu para comportamentos viciantes entre adolescentes e crianças.

Ao mesmo tempo, a OpenAI também tem sido questionada quanto suas práticas de segurança.

As acusações contra Sam Altman e a OpenAI

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, entrou com uma ação contra a empresa e seu CEO em junho. A acusação é que a companhia disponibiliza ao público uma tecnologia que seria insegura e teria potencial de causar prejuízos aos usuários.

Logo depois, uma força-tarefa formada por procuradores-gerais de diferentes estados americanos também teria iniciado uma apuração sobre as práticas da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A OpenAI afirmou à CNBC que buscaria colaborar com as autoridades de forma aberta e construtiva.

Meses depois, em setembro, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) deu início a uma investigação envolvendo sete empresas do setor de inteligência artificial e tecnologia, entre elas OpenAI e Meta. O objetivo é examinar possíveis riscos associados ao uso de chatbots de IA por crianças e adolescentes.

Paralelamente, a OpenAI enfrenta uma série de ações judiciais relacionadas a suposta negligência. Os processos sustentam que interações com o ChatGPT teriam contribuído para o agravamento de quadros de delírio em alguns usuários e, em situações extremas, estariam ligadas a casos de suicídio.

Chatbot vai chegar ao Brasil?

Ainda não há informações concretas que afirmam ou impedem a chegada do ChatGPT para adolescentes ao Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a regulamentação de aplicativos tem sido um tópico quente no país.

Na última semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão da funcionalidade de transmissão no aplicativo Discord.

A decisão aconteceu em linha à uma fala da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que afirmou que a plataforma deveria ser bloqueada no Brasil “de qualquer forma”.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar