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Menos otimismo? Investidores institucionais reduzem expectativa para o Ibovespa em 2026, segundo pesquisa do Itaú BBA

04 ago 2026, 12:33
brasil economia investimentos bolsa ibovespa
Imagem: iStock / @Gilnature

Na pesquisa Investment Manager Survey do terceiro trimestre de 2026, do Itaú BBA, os gestores de investimentos reduziram o otimismo em relação à Bolsa brasileira, com a expectativa média para o Ibovespa (IBOV) caindo de 212,4 mil antes para 181,7 mil pontos agora.

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O levantamento do BBA foi realizado com 99 investidores institucionais entre 27 e 31 de julho.

De acordo com os dados, em uma escala de 0 (muito pessimista) a 10 (muito otimista) em relação à Bolsa, a média caiu para 6,10, de 7,09 na pesquisa anterior, no menor nível desde fevereiro de 2025.

Entre os entrevistados, 50,5% têm visão positiva para a B3, contra 77,6% anteriormente. Outros 32,3% mantêm posição neutra e 17,2% têm visão negativa, ante apenas 2,8% na pesquisa passada.

Além disso, o BBA aponta que os investidores locais ficaram mais otimistas do que os estrangeiros, revertendo o quadro observado anteriormente.

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“Na divisão setorial, energia e saneamento (utilities), construção e grandes bancos foram os mais citados como setores com exposição acima da média do índice, enquanto educação, consumo e mineração e siderurgia foram os mais apontados como setores com alocação abaixo da média do índice”, detalha o levantamento do banco de investimentos.

As principais escolhas dos investidores na pesquisa foram Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4), Equatorial (EQTL3) e BTG Pactual (BPAC11). Já Copasa (CSMG3), Hypera (HYPE3) e Embraer (EMBJ3) passaram a integrar o grupo das dez ações mais citadas, substituindo Copel (CPLE3), Bradesco (BBDC4) e Mercardo Livre (MELI34).

Cenário macro

No novo levantamento, as expectativas para a política monetária ficaram mais conservadoras: a média da estimativa dos investidores passou para uma Selic de 13,7% no fim de 2026, acima dos 13,1% esperados na pesquisa anterior.

A maioria das respostas (61%) da pesquisa ficou concentrada entre 13,5% e 14,0%, o que indica a expectativa de um ciclo de queda de juros mais limitado. Sobre o quanto do próximo ciclo econômico de quatro anos está refletido nos preços das ações, a média ficou em 51%.

Principais catalisadores e riscos

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Na avaliação dos participantes da pesquisa, a política brasileira é o principal fator para o desempenho da Bolsa, citada por 74% dos entrevistados, ante 62% anteriormente.

Já as curvas de juros locais perderam relevância, de 69% para 54%. Em contrapartida, ganharam importância as preocupações com o cenário fiscal brasileiro e com os juros globais, ambos citados por 29% dos investidores, contra 9% e 16% na pesquisa anterior.

O ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) também apareceu entre os fatores mais relevantes, com 16% das respostas. Já as questões geopolíticas perderam espaço, para 26%, ante 56%.

Fluxo estrangeiro

Segundo o BBA, em relação à entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, a expectativa dos investidores institucionais continua positiva, mas com menor convicção. Atualmente, 59% dos investidores esperam fluxo internacional para ações brasileiras, contra 91% no levantamento anterior.

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Apenas 33% dos entrevistados acreditam em aumento da exposição dos investidores de mercados emergentes ao Brasil, enquanto 25% esperam entradas de recursos na classe de mercados emergentes como um todo, ante 54% na pesquisa passada.

Ao mesmo tempo, 30% acreditam que os fluxos permanecerão estáveis até o final do ano, contra 7% antes.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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