Mercado Livre (MELI34): Na corrida do e-commerce, tempo de entrega cai para 1 hora
Na guerra do e-commerce, os grandes nomes do setor disputam a preferência de consumidores que buscam diversidade de produtos, preços competitivos, cupons e entregas rápidas. Neste cenário, o Mercado Livre (MELI34) deu mais um passo na evolução das modalidades de entrega, com o lançamento do “Envios Agora“, que prevê entregas no período de 1 hora.
O modelo de entrega em até 60 minutos de itens de até 15 kg de qualquer categoria, com a logística operada pela rede de entregadores do Mercado Livre.
A modalidade tem início apenas em São Paulo, com previsão de expansão gradual para outras regiões. Inicialmente em teste, opera em cerca de quatro a cinco bairros.
“É uma novidade bem interessante, é um avanço da nossa logística para entregar em um modelo de entrega muito rápido. Tem outros [players] que fazem entregas, então não somos os primeiros com esse movimento, mas o Mercado Livre avança para entregas muito rápidas também”, disse o executivo.
Yunes recapitulou o avanço da logística da companhia, que em 2017 inaugurou o 1º Centro Fullfilment em Louveira (SP). Atualmente, a rede consolidada abrange mais de 3,3 milhões de metros quadrados no Brasil.
Em um movimento de ampliação da capacidade logística, até o final de 2026, o Mercado Livre afirma que contará com 72 centros de distribuição de grande porte, um avanço de 39% ante 2025. Serão 20 novos apenas neste ano.
Avanço em farmácias
O anúncio do Mercado Livre ocorreu em coletiva de jornalistas durante a 10ª edição do Mercado Livre Experience, em São Paulo. Além da nova modalidade de envios rápidos, Fernando Yunes apresentou novidades no segmento farmacêutico.
A partir desta sexta-feira (25), passará a comercializar medicamentos com retenção de receitas em sua vertical de farmácia própria. Entre os itens estão antibióticos, anti-inflamátórios e canetas GLP-1 (como Ozempic e Wegovy).
Vale recapitular que, em março, o Meli já operava com farmácia própria, com medicamentos isentos de prescrição. Em julho, isso avançou para medicamentos sob prescrição — no entanto, sem retenção de receita.
A partir de 25 de setembro, inicia a venda de medicamentos que exigem a retenção de receita, respeitado o processo de um farmacêutico validar as informações da receita e preenchimento de informações necessárias para a liberação, conforme prevê a legislação.
Esses itens, inclusive, estarão aptos ao “Envio Agora”.
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