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Banco do Brasil (BBSA3): Ação aumenta perdas com ‘surpresas negativas’; veja o que mercado não gostou

13 ago 2026, 11:58 - atualizado em 13 ago 2026, 12:48
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(Imagem: iStock.com/Alison Calazans)

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), pressionando o setor de bancos.

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Por volta de 12h46 desta quinta-feira (13), BBAS3 caía 3,21%, a R$ 18,39.



O papel também é o mais segundo no mercado brasileiro desde o início do pregão. No mesmo horário, BBAS3 movimentava R$ 358,5 milhões em 19,9 mil negócios na B3.

A reação negativa das ações já era esperada pelos analistas do Safra. Os analistas afirmaram que, embora o lucro líquido tenha ficado 4% acima da estimativa do banco, “a surpresa positiva” foi de baixa qualidade e secundária em relação ao que os resultados realmente indicam.

“A tendência de qualidade dos ativos piorou significativamente: a inadimplência acima de 90 dias
em cartões de crédito dobrou, para 14,6%, enquanto a formação de inadimplência no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre”, destacaram os analistas em relatório.

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O Bradesco BBI também mantém uma visão mais ‘cautelosa’ com o banco estatal, com a avaliação de que não há sinais claros de estabilização nas métricas de risco do banco. “A contínua deterioração na qualidade do crédito, evidenciada pela piora nos índices de inadimplência e queda na cobertura, reforça nossa cautela”, afirmaram Marcelo Mizrahi e Ricardo França.

Os números do BB

O banco estatal terminou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% ante mesmo período de 2025 e um crescimento de 13,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano (1T26). A cifra ficou acima do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,5 bilhões.

Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco perder o seu status de ‘porto seguro’ da bolsa.

Com isso, o banco vinha de seis trimestres consecutivos de piora devido aos efeitos da falta de pagamento do produtor.

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Já o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 1,07 ponto percentual, encerrando o trimestre a 8,4%. Consenso da Bloomberg esperava 7,3%.

Mesmo assim, o banco ficou mais um trimestre abaixo dos 20% de rentabilidade, número mágico olhado pelo mercado. Encerrou, ainda, abaixo do Itaú (ITUB4), que terminou com ROE de 24% e Bradesco (BBDC4), que terminou o período a 16,1%.

O banco também aprovou R$ 584,9 milhões em juros sobre o capital próprio.

*Com Renan Dantas

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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