Orizon

Orizon (ORVR3) segue como ‘compra’, mesmo após lucro abaixo do esperado; veja o que dizem os analistas

27 mar 2026, 16:17 - atualizado em 27 mar 2026, 16:17
Orizon B3
(Imagem: Cauê Diniz/Divulgação)

Três bancos seguem avaliando a Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3) como outperform ou “compra”, após a empresa registrar lucro abaixo do esperado, em balanço divulgado na noite de quarta-feira (25). As ações da empresa andaram praticamente de lado no acumulado desta semana.

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De acordo com o Santander, o 4T25 teve um desempenho operacional forte, mas com leitura geral mista.

O banco aponta que o Ebitda veio acima das expectativas, impulsionado principalmente pela venda de créditos de carbono, que gerou cerca de R$ 16,5 milhões no trimestre. Esse fator pode contribuir para melhor percepção sobre a companhia.

Por outro lado, o lucro líquido ficou abaixo do esperado, pressionado por despesas financeiras mais elevadas, incluindo impactos de debêntures, disse o banco.

Ainda assim, a visão segue positiva, destacando o potencial de crescimento estrutural no setor, apesar de não esperar mudanças imediatas nas projeções. O preço-alvo foi estabelecido em $87,94.

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Já o Itaú BBA descreve os resultados como levemente positivos, com destaque para um Ebitda acima das estimativas, também beneficiado pelos créditos de carbono.

O banco ressalta que a receita líquida cresceu em ritmo sólido, apoiada por aumento de preços (gate fee) e volumes, e que o desempenho operacional foi consistente, mesmo com algumas frustrações pontuais.

Assim como no Santander, o Itaú BBA aponta que o lucro líquido decepcionou, devido ao aumento das despesas financeiras.

O relatório também menciona que projetos importantes, como os de biometano, ainda estão em fase de desenvolvimento, sendo vetores importantes para crescimento futuro. O BBA segue com preço-alvo em R$ 69,7 para a Orizon.

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Já o BTG Pactual disse que os resultados do 4T25 foram “fracos”, abaixo do esperado.

“O desempenho abaixo do esperado foi impulsionado por um ligeiro atraso no início das operações da usina de biometano de Jaboatão dos Guararapes, adiado do 4T25 para o 1T26, e por vendas de créditos de carbono menores do que o esperado”, explicaram os analistas.

Apesar disso, o BTG mantém recomendação de compra, apostando que o crescimento deve acelerar com a entrada de novos projetos de produção de biometano. O preço-alvo segue em R$ 85.

*Com supervisão de Kaype Abreu

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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