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Mudança no comando da Vale (VALE3) pode reduzir percepção de interferência política, diz BTG

12 jun 2026, 12:58 - atualizado em 12 jun 2026, 12:58
vale
(Imagem: Reuters)

A possível troca no comando do conselho de administração da Vale (VALE3) foi recebida de forma positiva pelo BTG Pactual, que vê a mudança como um potencial avanço na governança da companhia e uma oportunidade para reduzir preocupações de investidores com eventuais influências políticas sobre a mineradora.

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Em relatório divulgado nesta sexta-feira (11), o banco destacou o pedido apresentado pela Previ para convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que deverá deliberar sobre alterações no conselho da Vale. Entre as propostas estão a saída de Daniel Stieler do colegiado, a indicação de José Maurício Pereira Coelho para ocupar uma cadeira vaga e a eleição de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie”, para a presidência do conselho.

Na avaliação dos analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, a eventual nomeação de Ollie tende a ser bem recebida pelo mercado, especialmente por investidores estrangeiros, que historicamente apontam preocupações relacionadas à governança e à percepção de interferência governamental na companhia.

“O reforço da independência do conselho pode ajudar a reduzir parte do desconto atribuído às ações da Vale por questões de governança”, afirmaram os analistas.

Atualmente diretor independente líder da Vale, Ollie integra o conselho desde 2021 e acumula mais de três décadas de experiência na indústria global de mineração. O executivo já ocupou posições de liderança em empresas como De Beers e Anglo American, além de ter participado de conselhos de diversas mineradoras internacionais. Segundo o BTG, seu perfil técnico, experiência no setor e independência são características que devem ser valorizadas pelos investidores.

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Já José Maurício Pereira Coelho possui trajetória ligada à área de finanças e governança corporativa. O executivo foi presidente da Previ e presidiu o conselho da Vale entre 2019 e 2021, período marcado pelos desdobramentos do rompimento da barragem de Brumadinho. Atualmente, participa de conselhos e comitês de grandes empresas brasileiras.

Embora o banco reconheça que existam questões políticas internas na Previ por trás da proposta de mudança, os analistas afirmam não ter visibilidade suficiente para avaliar essas dinâmicas. Ainda assim, consideram que os acontecimentos não estão relacionados à operação da Vale e acreditam que as alterações têm boas chances de serem aprovadas pelos acionistas nos próximos meses.

O BTG manteve recomendação de compra para os papéis da mineradora.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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