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Multiplan, Iguatemi e Allos: Veja o que analistas esperam dos balanços do 2T26

30 jul 2026, 7:00
shoppings multiplan (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)
Balanços de shoppings começam nesta semana; analistas esperam resiliência de Multiplan, Iguatemi e Allos (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)

A temporada de divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) das administradoras de shopping centers começa nesta semana e deve reforçar a resiliência operacional do setor, embora com alguma desaceleração em indicadores de desempenho, segundo projeções de analistas.

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De maneira geral, as casas esperam um avanço mais moderado das vendas, influenciado por efeitos sazonais, como a realização da Copa do Mundo em junho, e por um ambiente macroeconômico ainda pressionado pelos juros elevados.

Ainda assim, a expectativa é de resultados sólidos, apoiados por alta ocupação, disciplina de custos e melhora nas receitas recorrentes.

A equipe do Itaú BBA, por exemplo, projeta que as vendas nas mesmas lojas (SSS) aumentem somente entre 3% e 5% em base anual, refletindo efeitos de calendário.

Na mesma linha, o Citi espera que Allos, Iguatemi e Multiplan registrem avanço de SSS entre 3% e 4%, abaixo dos cerca de 5% registrados pelas três companhias no primeiro trimestre (1T26).

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De acordo com o banco norte-americano, embora abril tenha se beneficiado de um calendário de feriados favorável, junho foi provavelmente impactado por viagens de férias e pela desaceleração da atividade econômica, além do próprio mundial da Fifa.

Já a receita de aluguel nas mesmas lojas (SSR), segundo o Citi, deve apresentar desempenho um pouco melhor, à medida que as três empresas continuam trabalhando para elevar os custos de ocupação e obter ganhos reais nas renovações de contratos de locação.

A XP Investimentos, que adota uma visão construtiva para o setor, também espera que a alta taxa de ocupação dos empreendimentos e a disciplina de custos sustentem as receitas recorrentes de aluguel.

“A atividade dos lojistas, a alta taxa de ocupação e a disciplina de custos devem sustentar um desempenho sólido do NOI (receita operacional líquida)”, disse a corretora.

Multiplan abre a temporada

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Entre as companhias específicas, a Multiplan (MULT3) será a primeira do setor a divulgar os resultados do 2T26, após o fechamento do mercado desta quinta-feira (30).

Principal recomendação (top pick) do Itaú BBA para o segmento, a empresa, segundo o banco, deve registrar crescimento de SSS entre 4% e 5% na comparação anual.

A receita líquida, por outro lado, tende a recuar 14%, refletindo a venda de terrenos registrada no 2T25, que elevou a base de comparação.

Na projeção da casa, a companhia deve reconhecer créditos tributários de R$ 253 milhões de PIS/Cofins durante o trimestre, enquanto o Ebitda ajustado deve cair 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Apesar disso, os analistas do BBA seguem otimistas com a ação e estimam retorno potencial ao acionista de 19% ao ano nos próximos dois anos, próximo aos cerca de 20% dos pares.

O Santander também espera mais um “trimestre sólido” para a Multiplan, impulsionado pelo reconhecimento dos créditos tributários não recorrentes.

Só que, diferentemente do BBA, o banco projeta receita líquida de R$ 845,2 milhões, alta de 23,7% na comparação anual, refletindo o repasse do IGP-DI (inflação dos aluguéis) e a contribuição da expansão do MorumbiShopping, do Parque Shopping Maceió e da participação adicional de 7,5% no BarraShopping.

Iguatemi

A Iguatemi (IGTI11), por sua vez, publica seu balanço em 4 de agosto e deve apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de SSS entre 4% e 5% na comparação anual, enquanto a receita líquida tende a ficar estável.

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Para o banco, o Ebitda ajustado deve recuar 4% em relação ao segundo trimestre de 2025, enquanto o FFO por ação deve avançar 22%.

Já a XP Investimentos espera um “2T26 sólido” em todo o portfólio da companhia, sustentado por tendências operacionais resilientes e pelo crescimento contínuo das receitas não provenientes de aluguel.

A corretora estima receita líquida de R$ 421 milhões entre abril e junho, alta anual de 3%, impulsionada principalmente pelo forte crescimento das receitas de varejo (+25% a/a) e de serviços (+33% a/a).

A casa projeta ainda Ebitda ajustado de R$ 307 milhões, crescimento de 6% contra o 2T25, com margem de 73%.

Allos

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Para a Allos (ALOS3), que divulga seus números em 6 de agosto, o BBA espera avanço de SSS entre 3% e 4% na comparação anual, com alta de 7% na receita líquida.

A instituição projeta também crescimento de 8% no Ebitda ajustado e de 2% no FFO por ação.

Já a XP estima que a receita líquida atinja R$ 706 milhões entre abril e junho, ganho de 5% frente ao 2T25, impulsionada pelo avanço de serviços (+18,4% a/a), estacionamento (+6,9% a/a) e locação (+3,8% a/a).

A corretora projeta também Ebitda de R$ 516 milhões, alta de 5% frente ao mesmo intervalo do ano passado, com margem de 73,1%.

Confira as estimativas:

EmpresaCasaReceita líquida projetadaEbitda projetado
Multiplan (MULT3)Itaú BBAR$ 585 milhões (-14%)R$ 427 milhões (-5%)
Multiplan (MULT3)SantanderR$ 845,2 milhões (+24%)Não divulgado
Multiplan (MULT3)XPR$ 868 milhões (+25%)R$ 684 milhões (+49%)
Iguatemi (IGTI11)Itaú BBAR$ 403 milhões (-1%)R$ 296 milhões (-4%)
Iguatemi (IGTI11)XPR$ 421 milhões (+3%)R$ 307 milhões (+6%)
Allos (ALOS3)Itaú BBAR$ 699 milhões (+6,5%)R$ 493 milhões (+8%)
Allos (ALOS3)XPR$ 706 milhões (+5%)R$ 516 milhões (+5%)
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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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