Internacional

Negociações entre EUA e Irã se intensificaram, mas ataques prejudicam cessar-fogo

11 jun 2026, 8:03 - atualizado em 11 jun 2026, 8:04
Irã EUA Trump morning agenda wall street ibovespa
(Imagem: iStock/Hudiemm)

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques aéreos nesta quinta-feira, e o presidente Donald Trump ameaçou com novos ataques caso Teerã não concorde imediatamente com um acordo de paz, mas fontes iranianas afirmaram que as negociações sobre um acordo preliminar se intensificaram.

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Três fontes iranianas e uma autoridade europeia afirmaram que os EUA e o Irã estavam trocando mensagens sobre os detalhes de um memorando após chegarem a um entendimento político, mas algumas questões ainda precisavam ser discutidas em detalhes, incluindo um mecanismo para a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados.

“Esta guerra, do ponto de vista militar, é um beco sem saída. Os norte-americanos não conseguiram atingir seus objetivos atacando o Irã. Houve progresso nas negociações”, disse uma das fontes iranianas.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas autoridades americanas não comentaram imediatamente sobre o andamento mais recente das negociações indiretas.

Ataques de retaliação

A guerra matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e elevou os preços globais do petróleo desde que os EUA e Israel lançaram intensos ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.

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As hostilidades se intensificaram nesta semana, apesar de um frágil cessar-fogo acordado no início de abril, com ataques de retaliação em todo o Irã e contra bases americanas na região, após a derrubada, na segunda-feira, de um helicóptero Apache norte-americano perto do Estreito de Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que seus últimos ataques tiveram como alvo “capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea em todo o Irã” em resposta ao que chamaram de “agressão injustificada e contínua” de Teerã.

Trump disse ao repórter da Fox News Trey Yingst na quarta-feira que os ataques dos EUA cessariam em breve, mas que ele retomaria os bombardeios intensos se os líderes do Irã não assinassem um acordo com os EUA imediatamente, escreveu Yingst no X.

Os preços do petróleo subiram após essas declarações, mas depois recuaram à medida que os operadores avaliavam o impacto real das interrupções no abastecimento.

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O Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciou que os ataques foram concluídos cerca de quatro horas após terem começado, logo após a meia-noite em Teerã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse ter lançado contra-ataques contra 18 alvos militares dos EUA em bases aéreas no Kuweit e no Barein, bem como contra a Quinta Frota da Marinha dos EUA no Barein.

Mais tarde, informou que também havia atacado a base aérea de al-Azraq, na Jordânia, pela segunda noite consecutiva, disparando 12 mísseis balísticos contra a base norte-americana.

O Ministério do Interior do Barein informou que uma menina de 11 anos sofreu ferimentos leves e que casas foram danificadas na cidade de Hamad e na capital, Manama, após a queda de destroços de drones iranianos que foram interceptados e destruídos.

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O Kuweit informou que fechou brevemente seu espaço aéreo devido a um ataque iraniano.

Fundos iranianos congelados

Trump afirmou que Teerã demorou demais para negociar um acordo. As três fontes iranianas e a autoridade europeia destacaram a necessidade de chegar a um acordo sobre um mecanismo para liberar as receitas do petróleo iraniano congeladas em bancos estrangeiros.

“O Irã quer que US$6 bilhões a US$12 bilhões de seus fundos congelados sejam liberados para Teerã, enquanto Washington quer liberar os fundos em etapas para bens humanitários e rejeita categoricamente a devolução dos fundos ao Irã”, disse uma fonte iraniana à Reuters.

A prioridade para a cúpula clerical do Irã não é um acordo abrangente, mas uma estrutura que restaure um espaço mínimo de manobra para o regime em Teerã, desbloqueando seus ativos congelados e suspendendo a guerra, disseram as fontes iranianas.

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As exigências de Teerã também incluem o fim dos ataques israelenses no Líbano após ataques transfronteiriços do Hezbollah, alinhado ao Irã, o levantamento das sanções contra o Irã e o reconhecimento de seu controle sobre o Estreito de Ormuz.

Trump afirma que o Irã deve acabar com suas restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz e que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega qualquer ambição nesse sentido.

O conflito tornou-se uma dor de cabeça política para a Casa Branca, com pesquisas mostrando que os índices de aprovação de Trump estão caindo em meio à indignação dos eleitores com os altos preços da gasolina.

Alguns republicanos temem que a impopularidade da guerra possa custar-lhes o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro.

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EUA negam que o Estreito esteja fechado

O alto comando militar conjunto do Irã advertiu que abriria fogo contra qualquer embarcação que tentasse passar pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito que está praticamente fechada há meses. A mídia iraniana informou que dois navios dos EUA foram alvejados.

O Comando Central dos EUA negou que o estreito estivesse fechado ou que qualquer um de seus navios tivesse sido atingido, afirmando que navios comerciais ainda transitavam pelo estreito apesar das ameaças do Irã.

Os EUA mantêm seu próprio bloqueio aos portos iranianos. O país informou na quarta-feira que havia disparado contra uma embarcação no Golfo de Omã que desrespeitou as instruções e transportava petróleo do Irã.

Autoridades indianas confirmaram a morte de três marinheiros indianos em uma operação militar dos EUA para interceptar um petroleiro ao largo de Omã, como parte do bloqueio de Washington. A embaixada da Índia em Omã relatou um incidente separado envolvendo um petroleiro ao largo de Omã, mas um funcionário da marinha indiana afirmou que todos os indianos a bordo estavam em segurança.

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Agências de notícias iranianas relataram explosões em várias cidades do país de 93 milhões de habitantes, incluindo Sirik, Kargan, Bandar Abbas, Minab e Karaj, próximas ao estreito, bem como em Varamin, bem ao norte, mais perto do Mar Cáspio. Cinco pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades iranianas.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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