‘Nem Fla, nem Flu’: Kassab aposta em três nomes para candidatura moderada à Presidência em 2026
“Estamos correndo contra o tempo.” Essa é a avaliação de Gilberto Kassab (PSD) sobre o processo de definição do candidato da chamada centro-direita à Presidência da República.
De acordo com o político, três nomes despontam como postulantes à vaga neste momento: Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás.
“Temos três pré-candidaturas e as três são muito boas. Vai aquele que tiver mais chance de ganhar”, afirmou durante evento realizado na sede da B3, nesta sexta-feira (30), em São Paulo.
O ex-prefeito da capital paulista, que é considerado uma das principais lideranças políticas do país, destacou que não existe um critério fixo para a determinação do candidato.
A decisão, segundo ele, será anunciada até a segunda quinzena de abril e levará em conta a harmonia interna do grupo e a viabilidade eleitoral. “A largada foi dada agora, todos estão no patamar zero”.
Nem ‘Fla’ nem ‘Flu’
Kassab disse ainda que a direita, de maneira geral, está unificada em torno de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, que deve contar com o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse cenário, a aposta é em uma campanha contra a polarização.
“Eu percebo que o eleitor brasileiro estava desanimado porque não havia uma alternativa nesse ‘Fla-Flu’, nessas posições radicais. Estou sentindo na pele esse entusiasmo”, afirmou.
“As pessoas estão acreditando que vai surgir uma proposta moderada para se contrapor aos extremos. Eu acho que o brasileiro vai abraçar essa proposta e ela tem grandes chances de vitória. Isso pode nos levar ao segundo turno”, acrescentou.
Tarcísio em foco
Kassab ainda voltou a descartar a possibilidade de o governador de São Paulo disputar a Presidência da República, apesar de considerá-lo preparado para comandar o país.
“Ainda ontem, na visita que fez a Bolsonaro, ele [Tarcísio] deixou claro, mais uma vez, que não é candidato. É evidente que está preparadíssimo para comandar o Brasil. Eu mesmo e o nosso partido, o PSD, tínhamos uma posição muito clara de que ele fosse candidato. Ele teria o nosso apoio, mas não é”.