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Nubank (ROXO34) está com descontão de 38%; veja gatilhos que podem fazer ação disparar, segundo Itaú BBA

10 jun 2026, 15:25 - atualizado em 10 jun 2026, 15:25
Nubank
O BBA afirma que a ação negocia com desconto de 38% em relação à sua média histórica (Imagem: Divulgação/Nubank)

O Nubank (ROXO34), até o ano passado, conquistou a preferência de muitos analistas, que viam uma entrega consistente de resultados enquanto as ações eram negociadas em patamares atrativos.

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O segundo ponto não mudou tanto, mas números mais fracos e, sobretudo, uma sucessão de más notícias — que inclui resultados com deterioração da qualidade, além da troca de executivos — provocaram uma forte queda no papel.

No ano, as ações do roxinho acumulam baixa superior a 30%. A boa notícia, na visão dos analistas do Itaú BBA, é que isso cria uma excelente janela de entrada. A equipe reiterou a recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de US$ 18, o que representa um potencial de valorização de 52% em relação ao último fechamento.

Além disso, o BBA afirma que a ação negocia com desconto de 38% em relação à sua média histórica. Os analistas observam ainda que, se o papel tivesse simplesmente acompanhado o Nasdaq, estaria próximo de US$ 17, uma diferença relativa de cerca de 31%.

A queda foi quase inteiramente idiossincrática, ou seja, decorrente de fatores específicos da companhia. Entre eles estão os riscos de execução da entrada nos Estados Unidos, a desvalorização das empresas de inteligência artificial em fevereiro, o aumento das despesas no quarto trimestre de 2025, os resultados do primeiro trimestre, que geraram preocupações relacionadas ao risco de crédito, e, por fim, a transição do CFO em junho, que provocou novos ruídos.

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Veja abaixo os gatilhos que podem mudar o jogo para o Nubank.

Lucros maiores

Segundo o Itaú BBA, a fórmula é simples: com a melhora operacional, o Nubank voltará a conquistar a confiança do mercado. Na avaliação dos analistas, o roxinho reúne todos os ingredientes necessários para uma recuperação robusta das margens de juros líquidas ajustadas ao risco ao longo de 2026.

A equipe projeta expansão do lucro bruto, que deve mais do que compensar o aumento esperado das despesas gerais e administrativas em relação aos níveis observados no primeiro trimestre.

No geral, o banco estima que o lucro do exercício fiscal de 2026 cresça 46% na comparação anual, alcançando US$ 4,2 bilhões, o equivalente a um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 30%, ligeiramente acima da projeção anterior de US$ 4 bilhões.

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“Essa sequência de crescimento dos lucros e de cumprimento dos indicadores de desempenho de crédito deve ajudar a reduzir o desconto de valuation observado atualmente nas ações”, afirmam os analistas.

Mais preparado para crises

Os analistas do Itaú BBA avaliam que o Nubank não está imune aos ciclos econômicos, mas tem demonstrado capacidade de atravessá-los com eficiência e continuar encontrando oportunidades de crescimento.

“Vantagens competitivas estruturais, como a eficiência operacional, permanecem intactas, assim como a capacidade de atrair talentos de alto nível e utilizar tecnologia de forma cada vez mais intensa.”

Outra notícia que animou os analistas é o fato de o Nubank estar ganhando participação no mercado de cartões junto à classe média, o que sugere sucesso nos ajustes de limite e na proposta de valor implementados para 2025.

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A fintech também trabalha em novos modelos de crédito aplicados a empréstimos pessoais, como demonstrado pelo aumento dos valores médios concedidos. Entre as iniciativas está o consignado privado, que deve ser lançado em breve, após uma curva de aprendizado mais longa do que a observada pelos concorrentes.

Fora do Brasil, as operações seguem ganhando força e se expandindo rapidamente, destaca o Itaú BBA. O México, por exemplo, está no caminho certo para escalar suas operações com a licença bancária, apresentando indicadores de crédito e eficiência já considerados atrativos.

Nos Estados Unidos, porém, o cenário é mais desafiador. Até o momento, segundo o Itaú BBA, o avanço da operação tem resultado principalmente em aumento de despesas. Por isso, o mercado ainda vê a estratégia no país com maior ceticismo.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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