O professor Clóvis de Barros dá uma aula
Entrevistar Clóvis de Barros Filho é um acontecimento. Sua figura exala originalidade e sabedoria como os grandes filósofos fazem. Ao mesmo tempo, há a humildade de um professor disposto. Ainda sim, Clóvis não é professoral no sentido pedante que o termo pode ter. Ele não ensina de cima para baixo, mas provoca a pensar.
Clóvis é aquele professor que nos faz rir e chorar na mesma aula – ou entrevista, ou texto. Talvez por isso tenha se tornado tão aclamado.
Em breve, a entrevista que eu e Thiago Salomão fizemos com ele estará no canal do Market Makers. Mas ela me lembrou de trazer aqui a indicação de um dos livros que mais gosto do professor Clóvis: Projeto de Vida.
Nesse livro, ele provoca o leitor a pensar se está vivendo uma vida que realmente vale a pena – o que pode ser bem dolorido para alguns de nós. E também a encontrar o caminho de uma vida com decisões mais acertadas.
Veja, estamos na era da inteligência artificial e do algoritmo em que as pessoas só falam mais ou menos a mesma coisa e sempre o que você quer ouvir. Tô errado? Eis que entra Clóvis de Barros, um homem que não se rendeu sequer ao Whatsapp (ele contou isso na primeira entrevista que deu ao Market Makers no ano passado) falando verdades incômodas, mas bastante úteis.
Úteis até para si mesmo. Um outro livro lançado por Clóvis de Barros é “Happy Hour é na Segunda”, tem o um tom semelhante e foi escrito depois que o autor descobriu uma doença autoimune entre 2024 e 2025 e decidiu (mais intensamente) viver cada dia como se fosse um happy hour porque “sexta-feira pode ser tarde demais”.