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O que esperar dos FIIs em 2026, segundo o BTG; veja os setores mais promissores

15 jan 2026, 15:01 - atualizado em 15 jan 2026, 15:01
Fundos imobiliários FIIs 2026 (Imagem gerada por IA) (1)
O que esperar dos FIIs em 2026, segundo o BTG; veja os setores mais promissores (Imagem gerada por IA)

Após um 2025 especialmente positivo, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) deve ter um 2026 com um cenário mais equilibrado, combinando, ainda assim, oportunidades de valorização e geração de renda, segundo avaliação do BTG Pactual.

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Em relatório, o banco destaca que a melhora do ambiente macroeconômico, especialmente com a expectativa de queda da taxa Selic, tende a sustentar o desempenho do setor, ainda que a volatilidade siga no radar por se tratar de um ano eleitoral.

Para 2026, nossa visão parte de um cenário mais construtivo. Embora o patamar de juros deva permanecer elevado, um ciclo de cortes tende a melhorar o ambiente para ativos de risco, especialmente aqueles com geração recorrente de renda”, escreveram os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, responsáveis pelo documento.

Em 2025, vale lembrar, o IFIX — principal índice dos fundos imobiliários na B3 — acumulou valorização superior a 20%. Segundo o BTG, o movimento foi impulsionado pelos elevados descontos observados e por uma base de comparação mais fraca.

O período também foi marcado por avanços estruturais na indústria de FIIs, como a retomada da captação, a expansão da base de investidores para 2,9 milhões de pessoas e a melhora operacional dos fundos, refletida no aumento dos aluguéis e na redução da vacância.

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Performance dos FIIs em 2025: Resultado por segmento (Imagem: divulgação BTG Pactual)
Performance dos FIIs em 2025: Resultado por segmento (Imagem: divulgação BTG Pactual)

FIIs de tijolo x FIIs de papel

Na avaliação do banco, os fundos de tijolo já passaram por um ajuste relevante nos preços das cotas, sobretudo aqueles com maior patrimônio e liquidez.

Ainda assim, a análise setorial mostra que diversos segmentos seguem negociando abaixo do valor patrimonial, o que mantém espaço para apreciação ao longo do ciclo.

Ao mesmo tempo, o relatório destaca que o nível ainda elevado dos juros reais continua favorecendo os FIIs de papel, especialmente os com exposição a estruturas indexadas ao IPCA.

Os fundos de recebíveis devem iniciar um processo gradual de redução de dividendos ao longo de 2026, em função da queda da Selic e de uma inflação mais controlada. No entanto, o nível de rendimento deve permanecer bastante competitivo, com a vantagem adicional de menor volatilidade”, aponta o documento.

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Diante desse cenário, o BTG espera aumentar gradualmente a exposição a fundos de tijolo em 2026, evitando movimentos abruptos.

O banco ressalta que o calendário eleitoral pode gerar janelas pontuais de estresse no mercado, criando oportunidades de entrada a preços mais atrativos.

Por se tratar de um ano eleitoral, podem surgir janelas oportunísticas. A alocação será feita de forma progressiva, com foco na qualidade dos ativos, localização consolidada e previsibilidade do fluxo de caixa.”

Os melhores setores para 2026

Dentro dos fundos de tijolo, entre os diversos setores, o BTG aponta lajes corporativas como um dos mais defasados do mercado em termos de valuation.

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“Apesar da melhora operacional já observada, esses FIIs ainda negociam com desconto expressivo em relação ao valor patrimonial, o que sustenta nossa visão otimista, especialmente em regiões como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia.”

Galpões logísticos

No caso dos galpões logísticos, o relatório destaca que a demanda permanece sólida e o crescimento dos aluguéis, portanto, deve continuar, refletindo a escassez relativa de imóveis de alta qualidade.

Por outro lado, pontua que o setor já negocia mais próximo do valor patrimonial, o que limita o potencial de reprecificação e torna a seleção de ativos ainda mais essencial.

Shoppings centers

Para os shoppings, o BTG mantém uma visão positiva. O segmento ainda negocia com deságio e apresenta FFO yield estimado para 2026 em torno de 10% ao ano, acima da média histórica.

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Além disso, a implementação de isenção de imposto de renda para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil tende a impulsionar o consumo das classes B e C, público predominante dos shoppings presentes nos FIIs.

Por outro lado, a expectativa de IGP-M negativo em 2025 limita os reajustes de aluguel em 2026, o que exige maior seletividade dentro do setor.

Renda Urbana e FOFs

No caso de renda urbana, o banco avalia que a alta nos últimos meses foi consistente e com dividendos competitivos. No entanto, o setor praticamente eliminou seu desconto, reduzindo o potencial de valorização no curto prazo.

Já entre os fundos de fundos (FOFs) e hedge funds, o BTG afirma que o deságio segue relevante. Ainda assim, pontua que esses ativos tendem a apresentar maior volatilidade em um ano eleitoral.

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Principais temas para 2026

Entre os principais pontos de atenção para o ano, a casa reforça a necessidade de maior seletividade e critério nas novas alocações. A preferência deve recair sobre FIIs maiores, com estrutura de capital sólida e portfólios bem posicionados.

Outro tema relevante é o avanço das aquisições pagas com cotas. Embora essa estratégia possa favorecer o crescimento e a reciclagem de portfólio, o banco alerta que esse tipo de operação pode gerar pressão no curto prazo sobre as cotações e elevar a volatilidade dos fundos que optarem por esse modelo.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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