O que levou o Citi a aumentar o preço-alvo de Porto (PSSA3), mesmo com a recomendação neutra do papel?
O Citi elevou o preço-alvo de Porto (PSSA3) de R$ 48 para R$ 51, com base em um custo de capital próprio menor da companhia, de 14,25%.
A recomendação neutra para o papel, no entanto, foi mantida já que a ação é negociada a cerca de 9 vezes o múltiplo do capital investido sobre o lucro para 2026, na avaliação do Citi.
Para 2026, os analistas ajustaram as expectativas de crescimento da companhia, em linha com o guidance da Porto.
Por volta das 11h23 (horário de Brasília), a PSSA3 subia 0,12%, a R$ 50,60.
Revisão no crescimento da Porto
Após a divulgação do guidance da companhia, o Citi reduziu as expectativas em 3% para 2026, conforme é observado um crescimento mais lento vindo do negócio bancário, juntamente com perdas maiores esperadas em crédito.
Além disso, os analistas do banco Gustavo Schroden, Arnon Shirazi e Brian Flores preveem um crescimento menor dos prêmios nas principais operações de seguros.
“Por outro lado, os resultados financeiros provavelmente serão maiores do que inicialmente esperávamos, e o cenário da taxa de sinistralidade parece favorável. Ainda assim, continuamos vendo uma expansão de lucro de 8% ano contra ano em 2026, atingindo R$ 3,62 bilhões”, ressaltam.
Para 2027, o banco manteve a expectativa de avanço de 9% do lucro na comparação anual, de R$ 3,95 bilhões — embora com uma contribuição maior dos resultados financeiros.