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OceanPact (OPCT3): Citi inicia cobertura com recomendação de compra e calcula potencial de 48% para a ação

27 out 2026, 12:27
OceanPact
Embarcação da OceanPact (Imagem: Site/ Oceanpact)

O Citi iniciou a cobertura da OceanPact (OPCT3), empresa que atua com serviços no mar, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13 para as ações, o que implica um potencial de alta de 48,2% ante o preço do fechamento de 26 de outubro.

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O banco ainda enxerga um cenário difícil para o mercado de embarcações de apoio offshore (OSVs), mas acredita “que um marinheiro experiente será capaz de navegar esse cenário”.

Na leitura dos analistas Gabriel Barra e Pedro Gama, esse mercado pode ser dividido em duas partes. De um lado, uma frota envelhecida, cujos proprietários não possuem balanços robustos para reinvestir, e, de outro, operadores com escala, como a OceanPact, que, após a fusão com a CBO, passa a deter a maior frota de OSVs de bandeira brasileira do país, com 73 embarcações.

Pela frente, o Citi vê um cenário estruturalmente apertado, à medida que as campanhas de exploração e produção (E&P) e de descomissionamento da Petrobras (PETR4) se deparam com uma base de oferta incapaz de responder rapidamente, dadas as condições econômicas desfavoráveis para novas construções e as barreiras de entrada associadas ao conteúdo local.

A diária média implícita da CBO já avançou de aproximadamente US$ 27 mil por dia em 2020 para cerca de US$ 39 mil por dia no segundo trimestre de 2026, e uma parcela relevante da frota combinada terá seus contratos reajustados até 2028.

Três pontos que sustentam a tese da OceanPact

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Os analistas do Citi veem na OceanPact uma forma alavancada de exposição ao mercado offshore brasileiro. Entre as razões, está uma base de receita contratada com potencial significativo de reajuste de preços, à medida que a frota passa a ser regida pelas taxas mais elevadas vigentes atualmente.

Além disso, o banco menciona a barreira regulatória da bandeira brasileira, que protege operadores locais da concorrência de embarcações internacionais.

Somada aos dois fatores está a opcionalidade nos segmentos de serviços submarinos e descomissionamento, nos quais a divisão de serviços da OceanPact pode capturar a demanda gerada pelo pipeline de sistemas de produção previsto nos projetos da Petrobras.

Em setembro deste ano houve o fechamento da operação de combinação de negócios entre a OceanPact e a CBO, após aprovação definitiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Os analistas do Citi destacam que a combinação com a CBO amplia a escala da companhia, trazendo sinergias de fluxo de caixa livre (FCF) de R$ 66 milhões em 2027 e adicionando uma frota de 45 embarcações.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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