Banco Central

‘O problema é o risoto em 6 vezes sem juros’: Galípolo explica preocupação com a oferta predatória de crédito

24 set 2026, 13:09
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(REUTERS/Adriano Machado)

O Banco Central estuda medidas para conter a oferta predatória de crédito e ajudar consumidores a perceber o custo de modalidades mais caras antes de contratá-las. Durante a coletiva do Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro, o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, afirmou que as propostas serão apresentadas gradualmente, mas não detalhou quais regras serão adotadas nem quando entrarão em vigor.

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“Se você tiver uma oferta predatória de crédito, a gente precisa pensar em limitações a ela”, disse. Segundo Galípolo, o BC trabalha em duas frentes: restringir práticas de oferta que considera agressivas e criar etapas na contratação que levem o cliente a avaliar melhor a dívida que está assumindo.

A preocupação é que, diante de juros muito altos, parte dos consumidores olhe apenas para o valor da parcela que cabe no orçamento, sem perceber quanto pagará pelo empréstimo ao final. Para Galípolo, informações e alertas durante a contratação podem ajudar essas pessoas a identificar uma linha de crédito mais adequada às suas necessidades.

O presidente do BC também fez uma distinção entre tipos de endividamento. No financiamento imobiliário, observou, a família assume uma dívida para adquirir um imóvel. Já o parcelamento de gastos cotidianos pode contribuir para uma dinâmica mais preocupante.

O problema é o risoto seis vezes sem juros. Aí você tem um problema”, afirmou.

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Galípolo ressaltou que o BC precisa calibrar as medidas para evitar que restrições aplicadas às instituições sob sua supervisão empurrem a oferta de crédito para agentes sobre os quais tem menos alcance. Ele citou experiências internacionais que vão de exigências adicionais para consumidores vulneráveis a limites para a oferta de cartão de crédito, mas não anunciou a adoção dessas regras no Brasil.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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