Oncoclínicas (ONCO3) se posiciona sobre medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB); entenda
Após ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oncoclínicas (ONCO3) afirmou que entrou com medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB), com o objetivo de resguardar seus direitos em relação aos fundos de investimento detentores de ações de emissão da companhia (FIPs).
De acordo com o documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (30), a ação é uma tutela antecipada em caráter antecedente que tramita sob segredo de justiça e que ainda não teve seu desfecho.
O questionamento da CVM e o consequente posicionamento da Oncoclínicas ocorre após o Valor Econômico noticiar que a rede de saúde teria entrado com processo contra o BRB para questionar a quantidade de ações da companhia que o banco público detém.
Segundo informações do jornal, pessoas próximas à operação estimam que a participação do banco público na Oncoclínicas tenha superado 10% após a incorporação de carteiras do banco Master.
No documento desta sexta-feira, a Oncoclínicas afirma que a ação ajuizada, diferente do que informa a notícia, procura obter um provimento judicial liminar para impedir o BRB de promover alterações na gestão e/ou na governança dos FIPs e de dispor sobre as cotas e os ativos dos FIPs.
O contexto envolvendo Oncoclínicas, Master e BRB
No comunicado que enviou ao mercado, a Oncoclínicas recorda que informou, em 18 de novembro de 2025, após a liquidação extrajudicial do Banco Master, que o saldo que detinha aplicado em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) do banco venceu antecipadamente.
Além disso, informou à época que tomaria todas as medidas cabíveis visando a formalização e exercício da opção de compra sobre as cotas dos fundos de investimento detentores de ações de emissão da Oncoclínicas (FIPs).
Já em 15 de dezembro de 2025, a companhia divulgou novo fato relevante comunicando que, em resposta a carta encaminhada pela Oncoclínicas à CBSF Trust Administradora de Recursos – administradora dos FIPs –, recebeu a informação de que as cotas dos FIPs foram transferidas pelo Banco Master ao BRB.
“A companhia não tem conhecimento dos termos em que tal transferência ocorreu”, diz o documento.
Segundo apuração do Valor, ações da Oncoclínicas que pertenciam a um fundo ligado ao Master foram dadas em garantia ao BRB.
Em 2024, o Master entrou como acionista na companhia de saúde especializada em oncologia, após injetar R$ 1 bilhão em um aumento de capital.