Commodities

Opep reduz previsão de demanda por petróleo em 2026 e eleva estimativa para 2027

11 jun 2026, 9:30 - atualizado em 11 jun 2026, 9:30
Um modelo de uma bomba de petróleo é visto em frente ao logotipo da Opep nesta ilustração 09/01/2026 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
(Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou suas projeções para o crescimento da demanda global por petróleo, reduzindo a estimativa para 2026 e elevando a previsão para 2027, conforme relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (11).

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De acordo com o cartel, a expectativa de avanço da demanda em 2026 foi reduzida em 200 mil barris por dia (bpd), para 1 milhão de bpd. Com isso, o consumo global deve alcançar 106,13 milhões de bpd no próximo ano, caso a projeção se confirme.

Por outro lado, a Opep elevou em 200 mil bpd a estimativa de crescimento da demanda para 2027, agora projetada em 1,7 milhão de bpd. Nesse cenário, o consumo mundial de petróleo chegaria a 107,86 milhões de bpd.

O relatório indica que o crescimento continuará concentrado principalmente em países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para essas economias, a Opep espera aumento de 1 milhão de bpd em 2026 e de 1,5 milhão de bpd em 2027. Já nos países da OCDE, a alta projetada é mais modesta, de 100 mil bpd neste ano e 200 mil bpd no próximo.

No lado da oferta, a Opep manteve inalteradas suas previsões para a produção de petróleo fora da aliança Opep+. A entidade estima crescimento de 600 mil bpd tanto em 2026 quanto em 2027, com destaque para a contribuição de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina.

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Com isso, a produção total desses países deve atingir 54,83 milhões de bpd em 2026 e 55,45 milhões de bpd em 2027, segundo a organização.

O relatório também apontou queda na produção da Opep+ em maio. Segundo fontes secundárias, a oferta do grupo diminuiu em 190 mil bpd na comparação com abril, para uma média de 33,19 milhões de bpd. A retração ocorre em meio às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que seguem influenciando o mercado global de petróleo.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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