Ouro recua no dia com cautela nas negociações entre EUA e Irã, mas avança 2% na semana
O ouro fechou a sessão desta sexta-feira (10) em queda com o sentimento de cautela diante das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com queda de 0,64%, a US$ 4.787,4 por onça-troy. Na semana, porém, o metal precioso avançou 2,67%.
Já a prata para maio fechou próximo à estabilidade, com alta de 0,05%, a US$ 76,480 por onça-troy. No acumulado da semana, o salto da commodity foi de 4,88%.
O que impulsionou o ouro?
O noticiário sobre as tratativas para uma solução de paz mais duradoura do que o frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e os dados de inflação norte-americanos dividiram a atenção dos investidores hoje.
Desde o início da manhã, o ouro operava no terreno negativo com o mercado permanecendo cauteloso à espera das negociações do final de semana no Paquistão. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deve se reunir com representantes iranianos para negociações pelo fim da guerra.
Contudo, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar a condução do país persa na reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando ainda que “a única razão de os iranianos estarem vivos hoje é para negociar”.
O ouro despencou aproximadamente 10% desde o início da guerra no Oriente Médio, evidenciando como os fatores macroeconômicos adversos, notadamente o aumento dos rendimentos e um dólar mais firme, superaram a demanda por ativos de refúgio, afirmam analistas do ING.
No front econômico, a inflação dos Estados Unidos subiu 0,9% na comparação mensal em março e 3,3% no acumulado do ano. Apesar de mostrar o ritmo mais acelerado desde junho de 2022, o dado veio conforme esperado pelos especialistas.
O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que exclui itens como energia e alimentos, veio abaixo das projeções. Com esse cenário, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, seguiu com a indicação de que o Federal Reserve retomará os cortes de juros apenas em junho de 2027.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters