Ouro

Ouro reduz queda após Trump suspender ataques ao Irã

11 jun 2026, 16:03 - atualizado em 11 jun 2026, 16:09
ouro - mercados
(Imagem: Canva)

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (11) em baixa, mas moderou as perdas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar os ataques ao Irã que seriam realizados à noite.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,50%, a US$ 4.114,0 por onça-troy.



A prata para julho registrou baixa de 1,14%, a US$ 64,001 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro?

A cotação do metal dourado acompanhou os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã. Durante a madrugada, os países trocaram ataques. Mais cedo, o presidente Trump havia sinalizado que uma ofensiva ao Irã seria realizada à noite.

Diante da escalada nas tensões, o metal dourado chegou a atingir, na mínima do dia, US$ 4.046,2 por onça-troy.

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Durante a tarde, porém, o presidente norte-americanou cancelou os ataques contra o Irã após avanços nas negociações com Teerã. Trump ainda afirmou que a data para assinatura de um acordo com o país persa seria divulgada em breve. As falas ajudaram o ouro a reduzir a queda.

De acordo com o TD Securities, o metal dourado se aproxima do “ponto de ruptura”, com o próximo gatilho de venda abaixo do nível chave de US$ 4 mil.

“Com uma onda de vendas em potencial podendo piorar uma possível queda, e com a inflação impulsionada pelo setor de energia ainda representando um risco macroeconômico bastante considerável, o metal amarelo está flertando com o risco de uma perda significativa de grande parte da alta prevista para 2025”, afirma a consultoria.

Na mesma linha, o XS.com aponta que o mercado permanece preocupado com o efeito inflacionário da forte alta da energia causada pela guerra no Oriente Médio, acarretando em maiores apostas de alta nos juros antes do final do ano — previsão que pressiona o ouro.

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Além disso, o mercado ainda acompanhou os preços ao produtor nos Estados Unidos, que subiram mais do que o esperado em maio, levando ao maior aumento anual em três anos e meio, uma vez que o conflito no Oriente Médio elevou o custo dos produtos energéticos.

O índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) para a demanda final avançou 1,1% no mês passado, após aumento revisado para baixo de 1,1% em abril, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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