Ouro

Ouro tem queda com pressão do dólar e trégua no Oriente Médio

03 ago 2026, 15:33 - atualizado em 03 ago 2026, 16:15
ouro - mercados
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (3) em queda, ainda pressionado pela valorização recente do dólar e dos juros dos títulos dos Estados Unidos, os Treasuries, apesar do alívio nos preços do petróleo.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 0,40%, a US$ 4.075,90 por onça-troy.



Já a prata para setembro subiu 0,12%, a US$ 57,856 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

O metal dourado continuou a perder força com os investidores atentos à política monetária dos Estados Unidos. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, com dissidência entre os membros do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Hoje, o presidente da unidade do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que permanece otimista de que as pressões inflacionárias estão no caminho para diminuir gradualmente, mas se isso não acontecer, o Banco Central não hesitará em responder com aumentos nas taxas de juros para garantir que os preços retornem à meta.

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“Minha previsão pessoal é que a inflação caia na segunda metade deste ano e caia ainda mais no próximo ano”, afirmou.

Williams também reconheceu que há muita incerteza em torno das perspectivas no momento e que o conflito no Oriente Médio torna incerta quando os preços da energia podem diminuir.

Hoje, o mercado precifica 66,7% de chance de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, na próxima reunião do Fomc, em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

“Uma análise de regressão dos preços do ouro indica que tanto a extensão da alta quanto a correção de baixa estão atenuadas neste episódio. O ouro pode ter atingido o piso de sua correção em torno de US$ 3.900 por onça, em vez de recuar até o patamar de US$ 3.700 sugerido pela regressão”, aponta o Deutsche Bank.

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O ouro eliminou a defasagem em relação ao seu valor justo. Ao reverter os ajustes do nosso modelo referentes ao excesso de demanda oficial, ainda estimamos que o valor justo do ouro deverá se situar em torno de US$ 4.700 por onça até o final do ano, acima da nossa projeção de US$ 4.600 por onça para o quarto trimestre de 2026″, conclui o banco alemão.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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