Ouro

Ouro sobe mais de 1% e volta ao nível de US$ 4,1 mil; Goldman Sachs vê ponto de entrada atraente

04 ago 2026, 15:21 - atualizado em 04 ago 2026, 15:32
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O ouro encerrou o pregão desta terça-feira (4) em forte alta, com a continuidade da queda nos preços do petróleo e alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou com avanço de 1,52%, a US$ 4.152,60 por onça-troy.



Já a prata para setembro subiu 4,13%, a US$ 60,245 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

O metal dourado ganhou força com a queda nos preços do petróleo Brent para o nível brevemente abaixo de US$ 80 por barril, em meio ao otimismo com as negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo no Oriente Médio e tratativas de reabertura total do Estreito de Ormuz.

O recuo nos preços do barril reduziu as perspectivas de novas pressões inflacionárias, combinado com o alívio nos rendimentos do Treasuries – que renovaram máximas históricas na semana passada após a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) de manter os juros. Esses fatores, por outro lado, abriram espaço para a retomada de valorização do ouro.

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Hoje, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que há possibilidade de um acordo “entre hoje e amanhã” com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto a Al Arabiya informou que haverá um anúncio nas “próximas horas ou amanhã” sobre os arranjos para a reabertura completa da via marítima.

Além disso, o relatório Jolts, dos Estados Unidos, apontou a abertura de postos de trabalho caindo para 7,359 milhões em junho. O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 7,4 milhões.

Novos dados de emprego devem ser divulgados ao longo da semana. Amanhã, é a vez do ADP, um dos principais relatórios sobre o setor privado do país e na próxima vez, o payroll – relatório de empregos de referência para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

Na avaliação do Goldman Sachs, o atual nível do ouro oferece um ponto de entrada ‘atraente’. “A reaceleração da demanda por ouro pelos bancos centrais, liderada pela China, deve ajudar os preços do metal a se recuperarem, apesar da provável pressão temporária de baixa proveniente do mercado de juros”, segundo analistas do banco.

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Para o payroll, o consenso de mercado aponta para a criação de 80 mil vagas em julho, uma desaceleração em relação a junho, quando os EUA abriram 57 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego ficou em 4,2%.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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