Ouro

Ouro fecha em queda e despenca 10% na semana com temores de inflação por Oriente Médio

20 mar 2026, 15:00 - atualizado em 20 mar 2026, 15:05
ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O contrato futuro do ouro fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, enquanto os investidores mantêm temores sobre uma alta inflacionária decorrente do conflito no Oriente Médio, que não apresenta perspectivas de ter fim. O mercado também acompanha sinalizações sobre a trajetória de juros pelo Federal Reserve (Fed).

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 0,67%, a US$ 4.574,9 por onça-troy. Na semana, o metal precioso caiu 10,64%.



Essa é a maior queda semanal do ouro desde a semana que terminou em 13 de março de 2020, quando caiu 9,3%, durante o surto de Covid-19, de acordo com levantamento da Dow Jones Newswires.

Já a prata para maio teve queda de 2,18%, a US$ 69,664 por onça-troy. Na semana, o recuo foi de 14,36%.

No 21º dia do conflito de EUA e Israel contra o Irã, Tel-Aviv voltou a atacar Teerã, ainda que respeitando a ordem de Washington contra o alvo em instalações de petróleo e gás natural, enquanto drones iranianos atingiram uma refinaria no Kuwait, e explosões foram registradas em Dubai. A Rússia manifestou preocupação pelo avanço da área atingida pelas ofensivas americanas e israelenses e alertou para o risco de escalada na guerra.

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Na avaliação do Swissquote Bank, a guerra está se intensificando e os bancos centrais não sabem qual é a resposta da política monetária apropriada, já que a única coisa que concordam é que o aumento dos preços de energia pressionará a inflação para cima e deve afetar negativamente o crescimento. Na esteira de decisões de juros, hoje o BC da Rússia cortou os juros em 50 pontos-base (pb), mas alertou o ambiente externo de incertezas e deterioração da economia global.

Nos EUA, a ferramenta de monitoramento do CME Group mostrou que o mercado passou a precificar a chance de aumento dos juros pelo Fed ainda este ano, em outubro, e a aposta de corte foi adiada para 2027. Uma política monetária mais apertada costuma pressionar os ganhos do ouro.

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