PACC11: Uma forma simples e líquida de acessar juros reais de curto prazo
Nesta quinta-feira (24), o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o Ministro do Planejamento Orçamento, Bruno Moretti realizarão a coletiva de empresa com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre de 2026.
É esperada manutenção da contenção de recursos próxima dos atuais R$ 17,9 bilhões, mas com piora da projeção para o resultado primário de 2026. A principal decepção deve ser da linha de arrecadação de IRRF sobre lucros e dividendos. A estimativa, que antes era de R$ 29,9 bilhões, foi reduzida para R$ 10,5 bilhões.
Também vale destacar as medidas adotadas para aliviar o impacto da guerra sobre os combustíveis, com custo fiscal estimado em R$ 7 bilhões por mês, além da revisão para baixo da projeção oficial da Fazenda de crescimento do PIB, de 2,3% para 2%.
No relatório anterior, o governo estimava superávit de R$ 10,8 bilhões após considerar as deduções permitidas para o cumprimento da meta. Sem esses abatimentos, a projeção era de déficit de R$ 52 bilhões. A meta fiscal para este ano é de superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância até zero.
Nesse ambiente de redução gradual de juros em meio a fatores de risco de inflação, destacamos o investimento em títulos indexados à inflação de curto prazo. O PACC11 é um ETF de renda fixa que busca acompanhar o IMA-B 5 P2, índice composto por títulos públicos indexados ao IPCA com vencimentos mais curtos, em geral de até cinco anos.
O ETF foi lançado em outubro de 2024 e tem patrimônio próximo de R$ 2,7 bilhões. Na prática, o produto oferece uma forma simples e líquida de acessar juros reais de curto prazo, com menor sensibilidade às oscilações das taxas longas do que ETFs de duration mais elevada.
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