Empresas

Pão de Açúcar (PCAR3) refuta acusações de favorecimento a credores em plano de recuperação extrajudicial

20 jul 2026, 8:42
gpa-pão-de-açúcar
(Imagem: LinkedIn/GPA)

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, negou favorecimento a bancos e credores — em especial o Itaú Unibanco (ITUB4) — no plano de recuperação extrajudicial, conforme comunicado enviado ao mercado na noite de sexta-feira (17).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A manifestação ocorreu após a B3 solicitar esclarecimentos sobre reportagem do Valor Econômico que apontava impugnações de investidores e empresas ao plano de recuperação extrajudicial. Segundo o jornal, foram apresentadas seis impugnações, entre elas uma da Casas Bahia (BHIA3), protocolada na Justiça de São Paulo.

As críticas ao plano se voltavam para supostos conflitos de interesses com o Itaú, além de o GPA ter dado o mesmo prazo aos credores para optar pelo plano de pagamento e também para avaliar as impugnações.

No esclarecimento, o Pão de Açúcar confirmou o encerramento dos prazos para escolha das opções de pagamento e apresentação de impugnações em 13 de julho de 2026 e ressaltou que o plano já havia sido apresentado com a adesão de credores titulares de 57,49% dos créditos sujeitos, acima da maioria exigida pela lei, entre eles, seus maiores credores individuais: Itaú, Rabobank, BTG Pactual e HSBC.

“Encerrados os prazos, o procedimento de eleição contou com adesão maciça dos credores – cerca de 98% dos créditos sujeitos manifestaram validamente sua opção. Em estimativa preliminar, aproximadamente 88,4% dos credores elegeram a Opção A de pagamento, pela qual contribuirão com novos recursos para a Companhia, nos termos previstos no plano”, destaca o GPA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa opção estruturou uma emissão de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão em debêntures com dois anos de carência e amortização entre 2028 e 2031, com pagamentos de 4% em 2028, 4% em 2029, 16% em 2030 e 76% em 2031. Outro R$ 1,1 bilhão correspondem a instrumentos conversíveis em ações, com janelas de conversão previstas no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031.

Houve significativa escolha pela Opção A por parte dos credores do mercado de capitais, entre eles as gestoras AZ Quest, SPX e Legacy, e fundos estruturados por XP e Itaú Asset com a participação de investidores individuais, conforme o GPA.

“Num universo de milhares de credores, foram apresentadas apenas seis impugnações ao
plano, que representam parcela reduzida do total de créditos sujeitos”, diz a empresa.

GPA refuta alegações

Especificamente sobre supostos conflitos de interesse com o Itaú Unibanco e o prazo concedido, o GPA informou que as alegações veiculadas na notícia, que constaram de parte das impugnações apresentadas, carecem de fundamento fático e jurídico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Todas essas alegações são integralmente refutadas pela companhia”, afirma o GPA.

A varejista afirma que os pontos mencionados na impugnações já haviam sido levadas ao Poder Judiciário, com manifestação contrária do Ministério Público às alegações, opinando pela regularidade das operações realizadas pelo GPA e pela ausência de elementos que evidenciassem fraude, simulação ou favorecimento indevido de credores.

Além disso, os pedidos fundados nessas alegações foram indeferidos em primeiro e segundo graus de jurisdição, em caráter liminar, e o Juízo da recuperação extrajudicial consignou que o mérito será apreciado no exame das impugnações e no juízo de homologação”, diz a empresa.

Recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar

Em março deste ano, o GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas para renegociação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.

A ideia não é levar à Justiça a recuperação, mas chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores. Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.

O mercado já vinha monitorando uma pressão financeira relacionada a vencimentos de curto prazo. Antes do pedido, o GPA chegou a anunciar a contratação de consultores para auxiliar na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar