Saúde

Parlamentares questionam MP que isenta agentes públicos por erros em ações de combate à epidemia

14 maio 2020, 19:17 - atualizado em 14 maio 2020, 19:19
Câmara dos deputados
Líderes de bancada e partidos questionaram nesta quarta-feira a medida provisória que exime agentes públicos de responsabilização em casos de erros em decisões tomadas para o combate à epidemia de coronavírus (Imagem: Agência Senado/Roque de Sá)

Líderes de bancada e partidos questionaram nesta quarta-feira a medida provisória que exime agentes públicos de responsabilização em casos de erros em decisões tomadas para o combate à epidemia de coronavírus e pedem, entre outras coisas, que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), devolva a proposta ao Executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao menos PSOL, PSB e Rede, por meio de suas lideranças, encaminharam ofícios a Alcolumbre nesta quinta-fera, pedindo que recuse a MP por se tratar de matéria inconstitucional. A MP foi apontada como um “auto salvo-conduto” e uma tentativa do governo de Jair Bolsonaro de evitar assumir sua responsabilidade na atuação de combate à crise do coronavírus.

O líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), argumentou que a MP “é a prova de que Bolsonaro quer se eximir das irresponsabilidades que comete todos os dias, arriscando vidas”, acusando o presidente de atuar em interesse próprio e de maneira inconstitucional.

“Uma lei não pode mudar o que a Constituição já determina em relação a como agentes públicos respondem por suas ações. Esta MP precisa ser devolvida já!”, afirmou o parlamentar do PSB.

Em nota divulgada por sua assessoria, a líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), classificou a MP como um “arroubo autoritário extremamente perigoso”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A MP permite que não se responsabilize os agentes públicos, permite agirem com dolo, com irresponsabilidade, com medidas que podem vir a piorar a vida das pessoas.

De uma certa maneira parece uma dupla proteção: ao próprio Jair Bolsonaro, que descumpre de forma criminosa todas as recomendações internacionais dos órgãos de saúde em como tratar a pandemia”, afirmou a deputada.

Além do ofício ao presidente do Congresso apontando “flagrante inconstitucionalidade”, o PSOL também prepara Ação Direta de Inconstitucionalidade a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No Senado, a líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA), se preparava para apresentar uma questão de ordem nesta quinta-feira, também pedindo a devolução da MP, que, segundo ela, promove “um verdadeiro excludente de ilicitude para agentes públicos que cometerem erros durante a pandemia”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Vamos pedir a devolução dessa MP que protege autoridades e agentes públicos de erros cometidos no combate à pandemia. Se o objetivo é incentivar o uso da cloroquina, de muitos efeitos colaterais, esse é um erro grosseiro, que nem mesmo a MP dá guarida”, informa a líder em nota encaminhada por sua assessoria.

“É um salvo-conduto para ministros, agentes públicos ficarem livres de serem responsabilizados por atos que podem trazer danos a vida dos brasileiros.

É um texto estranho, que levanta dúvidas, por isso acredito que não deveria ser discutido na forma de uma medida provisória, mas sim de um projeto lei”, afirmou a senadora.

A sessão do Senado desta quinta, no entanto, foi cancelada diante da polêmica envolvendo dois projetos em pauta: um que estabelece um teto para os juros de cartões de crédito e cheque especial e outro que suspende reajuste de medicamentos e planos de saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do forte viés político da MP, a medida legal era também uma exigência da diretoria colegiada do Banco Central e servidores da autarquia para poderem colocar em prática a autorização dada pelo Congresso que aumenta os poderes do BC para adquirir quaisquer títulos privados de crédito no mercado secundário, além de títulos públicos nos mercados secundários local e internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
reuters@moneytimes.com.br
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
As melhores ideias de investimento

Receba gratuitamente as recomendações da equipe de análise do BTG Pactual – toda semana, com curadoria do Money Picks

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar