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‘Pelo menos 40 empresas quebraram e as próximas quebrarão’; relembra a frase de Luiz Barsi sobre varejistas

20 ago 2026, 12:46 - atualizado em 20 ago 2026, 16:27
Barsi
(Imagem: Divulgação)

A crise do varejo voltou a ganhar força nesta semana com o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) e Marabraz.

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Mas o setor é conhecido como ‘arriscado’ há muito tempo. Uma das frases mais famosas quando se fala sobre os riscos do varejo é de Luiz Barsi. Em vídeo de 2022, portanto há quatro anos, o megainvestidor foi ‘sincero’ sobre o futuro das varejistas.

“Pelo menos 40 empresas de varejo quebraram e as próximas quebrarão. Magazine Luiza um dia vai quebrar. Não sei quando, mas vai. Eu não sou profeta, estou falando em termos de histórico. A Máquina de Vendas e Via também estão penduradas”, disse na ocasião. A Via, no caso, era a Via Varejo, que depois mudou o nome para Casas Bahia.

Sua visão é muito simples. Para ele, algumas empresas no passado não tiveram sua vida financeira ajustada, e como o varejo é uma atividade que tem sempre que apontar recurso, “é só uma questão de tempo”.

A lista de varejista que faliram ou foram compradas por outras redes incluem Ultralar, Lojas Ducal, Mappin, Mesbla, Lojas Brasileiras, Jumbo-Eletro e Casas Buri.

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No último fim de semana, Casas Bahia e Marabraz foram às portas da Justiça com dívidas que ultrapassam os R$ 18 bilhões Só no varejo, o crescimento das recuperações judiciais chegou a 20,4% em 12 meses.

Enquanto isso, outras empresas da bolsa, como Americanas (AMER3), Marisa (AMAR3) e Tok&Stok também enfrentam dificuldades.

Cenário pode piorar antes de melhorar

O varejo, de fato, é um setor com alguns riscos. Essas companhias costumam ter margem de retorno baixa e são mais dependentes do cenário macroeconômico.

Enquanto isso, a economia, que já não está boa agora, pode piorar ainda mais em 2027. O diagnóstico veio do próprio CEO da varejista, Renato Franklin, em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre.

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Além de o prejuízo ter explodido para R$ 10 bilhões, a EY falou em riscos para a continuidade da companhia, enquanto a varejista foi obrigada a recorrer a uma recuperação judicial, medida considerada extrema e com forte capacidade de destruição de valor.

Para o executivo, o cenário que se desenha para o ano que vem é mais restritivo.

“Nós não trabalhamos com melhora do cenário macro. Dimensionamos essa fase 2 considerando 2027 pior do que 2026. Então, entendemos que o endividamento vai continuar”, afirma.

Na visão de Franklin, algumas alavancas deram fôlego ao consumo durante este ano, como o empréstimo consignado, “mas isso cria um passivo para o futuro dos consumidores”. “Podemos ter, sim, ainda uma deterioração do cenário de crédito. Então, dimensionamos para isso.”

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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