Imóveis

Penhora de imóveis: novo sistema promete bloqueios no mesmo dia

09 jun 2026, 17:00 - atualizado em 09 jun 2026, 17:11
Fachada CNJ
(Imagem: Agência CNJ/Gil Ferreira)

Quem responde a processos que envolvem imóveis poderá sentir os efeitos de uma mudança importante nos próximos meses.

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Um novo sistema criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promete reduzir o tempo entre a decisão de um juiz e o registro de bloqueios, penhoras e outras restrições sobre bens imóveis.

Batizada de Constrijud, a plataforma foi regulamentada pelo Provimento nº 224/2026 da Corregedoria Nacional de Justiça e deverá estar em funcionamento em todo o país até agosto.

Segundo o CNJ, a ferramenta foi desenvolvida para unificar a comunicação entre o Judiciário e os cartórios de registro de imóveis, diminuindo atrasos no cumprimento de decisões judiciais.

A unificação de processos de penhora

Até agora, a comunicação entre tribunais e cartórios dependia de procedimentos que variavam de uma região para outra. Em muitos casos, o envio das ordens exigia troca de documentos e utilização de sistemas diferentes, o que podia atrasar o registro das restrições.

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Esse intervalo criava situações em que um imóvel poderia ser negociado ou transferido antes que a determinação judicial fosse efetivamente lançada na matrícula do bem.

Com o Constrijud, as ordens passarão a ser enviadas diretamente aos cartórios por meio de uma plataforma única. A expectativa é reduzir etapas operacionais e tornar mais rápida a execução de medidas como penhora, arresto e sequestro de imóveis.

De acordo com o CNJ, o sistema também poderá incorporar futuramente outros procedimentos relacionados ao registro imobiliário, incluindo cancelamento de restrições e registros de hipotecas judiciais.

O público que deve ser afetado pela nova regra

A criação da plataforma não amplia os poderes da Justiça nem cria novas formas de bloqueio de patrimônio.

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A mudança altera apenas a forma como decisões já autorizadas por um magistrado chegam aos cartórios.

O impacto deve ser maior para pessoas e empresas envolvidas em ações de cobrança, execuções de dívidas, disputas patrimoniais e outros processos que possam resultar na restrição de bens imóveis.

Para quem busca receber valores reconhecidos pela Justiça, a expectativa é de maior agilidade na recuperação de créditos. Já para quem responde às ações, o tempo entre a decisão judicial e a efetiva anotação da restrição tende a ser menor.

Quem não possui processos judiciais relacionados a imóveis não terá impacto direto com a implantação do sistema.

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Registro poderão ser registradas no mesmo dia

Segundo as regras definidas pelo CNJ, os cartórios deverão consultar regularmente a nova plataforma durante o expediente. Com isso, muitas ordens judiciais poderão ser processadas e registradas poucas horas após serem emitidas pelo juiz.

Nos cartórios que já contam com sistemas integrados, a comunicação poderá acontecer praticamente em tempo real, sem a necessidade de etapas manuais para o recebimento das determinações judiciais.

A expectativa é reduzir para horas um procedimento que, em diversas situações, levava dias para ser concluído.

Mudança pode aumentar a segurança nas negociações imobiliárias

Os efeitos do novo sistema não devem se limitar aos processos judiciais. A atualização mais rápida das informações também pode trazer maior segurança para compradores e investidores do mercado imobiliário.

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Como as restrições passarão a ser registradas com maior rapidez dentro do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (Serp-Jud), diminui o risco de um imóvel ser negociado enquanto já existe uma determinação judicial pendente de registro.

A medida pode reduzir fraudes e aumentar a confiabilidade das informações disponíveis nas matrículas dos imóveis. A implantação nacional do Constrijud está prevista para acontecer até agosto, quando tribunais e cartórios deverão operar de forma integrada por meio da nova plataforma.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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