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Perdas com bitcoin (BTC) fazem Méliuz (CASH3) ter prejuízo de R$ 32,9 milhões no 4T25

20 mar 2026, 11:45 - atualizado em 20 mar 2026, 11:45
Méliuz (CASH3), a empresa que quer acumular cada vez mais bitcoin (BTC) (Imagem Montagem Money Times Divulgação)
Méliuz (CASH3), a empresa que quer acumular cada vez mais bitcoin (BTC) (Imagem Montagem Money Times Divulgação)

O Méliuz (CASH3) publicou seus resultados na noite da última quarta-feira (18), apontando para um prejuízo contábil no quarto trimestre de 2025 (4T25) de R$ 32,9 milhões. A empresa de tecnologia e cashback ressaltou que as reservas de bitcoin (BTC) foram o motor do mau momento.

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Sem o prejuízo das reservas em BTC, o lucro líquido ajustado no 4T25 foi de R$ 18,8 milhões, um crescimento de 772% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Vale lembrar que o Méliuz passou a adotar a estratégia de encarteiramento de bitcoin em março de 2025, aderindo a estratégia de outras Bitcoin Treasury Companies, como a Strategy e a OranjeBTC (OBTC3).

CASH3

Méliuz (CASH3) e o bitcoin (BTC)

Ao final de 2025, a empresa acumulava 604,7 unidades de BTC, adquiridos a um preço médio de aproximadamente US$ 103,3 mil. Essa posição representava cerca de R$ 291,8 milhões em valor de mercado no fechamento do período.

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No entanto, no 4T25 a empresa optou por recomprar ações (R$ 16 milhões) em vez de adquirir mais bitcoins, entendendo que o papel estava subavaliado — o que, na prática, também aumenta a exposição indireta ao ativo por ação.

Essa estratégia de recompra de ações foi replicada por outras empresas em meio a queda dos preços do BTC, cujas cotações caíram mais de 23% no 4T25.

Apesar da queda do preço do bitcoin no período — que gerou um impairment (perdas) de R$ 57,1 milhões. A empresa reforça que esse efeito é apenas contábil e não impacta o caixa.

Ainda assim, em termos de performance, o Méliuz reportou um bitcoin yield de 953% em 2025, com ganho de 435,8 BTC no ano, refletindo a eficiência da estratégia de alocação.

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Outras linhas do balanço

O Méliuz encerrou 2025 com forte crescimento operacional e melhora relevante de rentabilidade.

A receita líquida atingiu R$ 138,3 milhões no 4T25, alta de 32% na comparação anual, enquanto no acumulado de 2025 somou R$ 460,2 milhões, avanço de 26% sobre 2024.

O principal motor desse desempenho foi o Shopping Brasil, core business da companhia, que cresceu 41% no ano e apresentou forte aceleração no quarto trimestre, com alta de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em contrapartida, a vertical de serviços financeiros registrou queda de 32% no ano, impactada pela renegociação da parceria com o banco BV.

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No campo da rentabilidade, o Ebitda (uma das métricas utilizadas pelo mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado alcançou R$ 34,6 milhões no 4T25, crescimento de 64% na base anual. Com isso, no acumulado de 2025, o indicador chegou a R$ 92,9 milhões, avanço de 72% em relação ao ano imediatamente anterior.

Por outro lado, o EBITDA contábil foi impactado negativamente por um impairment de bitcoin de R$ 57,1 milhões no 4T25, efeito que levou a companhia a reportar Ebitda negativo de R$ 17,2 milhões no trimestre.

Entre os demais destaques operacionais, o Méliuz encerrou o período com uma base de 49,4 milhões de usuários, crescimento de 29% em relação ao ano anterior, e GMV do Shopping Brasil de R$ 5,6 bilhões, alta de 15%.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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