Eleições 2026

BTG Pactual/Nexus: Lula, com 47%, e Flávio Bolsonaro, com 43%, mantêm empate técnico no segundo turno

25 maio 2026, 7:00 - atualizado em 25 maio 2026, 6:45
Presidente Lula e primeira-dama Janja assistem a evento no Espírito Santos (Ricardo Stuckert/PR)

A terceira pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira (25), aponta vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47%, sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 43%, em um cenário de segundo turno.

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No primeiro levantamento do instituto após a divulgação do envolvimento do senador com o Daniel Vorcaro, do Banco Master, o filho de Jair Bolsonaro recuou 2 pontos porcentuais sobre abril, quando tinha 45%. Já o presidente cresceu 1 ponto porcentual em relação aos 46% do mês passado. Apesar da vantagem numérica para Lula, ambos seguem empatados tecnicamente, no limite da margem de erro, de 2 pontos porcentuais.

No primeiro levantamento, divulgado em março, havia empate entre os dois, ambos com 46% em um eventual segundo turno.

Neste cenário da pesquisa de maio, nenhum/branco/nulo somariam 9% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.

O levantamento BTG Pactual/Nexus traçou os mesmos três cenários de segundo turno das pesquisas anteriores: além de Lula versus Flávio Bolsonaro, repetiu os possíveis embates entre o presidente contra os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

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Contra Caiado, Lula teria vantagem de 46% a 40%, contra 45% a 41% em abril e 46% a 41% no primeiro levantamento, de março. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 49% a 38%, ante 45% contra 41% em abril e ante 46% a 40% de Zema na primeira pesquisa.

Cenários de primeiro turno com Joaquim Barbosa

A terceira edição da pesquisa BTG Pactual/Nexus apresentou dois cenários inéditos de primeiro turno, ambos com a troca do ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa como pré-candidato do DC. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa variou de 2% a 3% nessa primeira pesquisa, enquanto Rebelo variou de 0% a 1% nos levantamentos anteriores

Nos novos cenários, Lula tem de 40% a 41%. Em abril ele obteve 41% em três cenários e no primeiro levantamento variou de 39% a 42%, quando os candidatos eram outros. Flávio Bolsonaro obteve 35% nessa pesquisa de maio, variou de 36% a 38% na de abril e de 38% a 39% na de março. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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Nesse dois cenários de primeiro turno testados em maio, um, com oito nomes, incluiu Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) e outro testou seis nomes.

Com oito pré-candidatos, Lula obteve 40%, Flávio Bolsonaro, 35%, Caiado, 5% e Zema, 4%. Renan Santos (Missão) chegou a 3%, Barbosa, 2%, Augusto Cury, 1%, e Daciolo, 1%. O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 7% e os indecisos ou que não opinaram somaram 2%.

No cenário com seis nomes e sem Cury e nem Daciolo, Lula teria 41% e Flávio Bolsonaro, 35%. Caiado, com 5%, Zema e Renan Santos, com 4%, e Barbosa, 3%, completam a lista. Brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados somariam 6% e os indecisos ou que não opinaram seriam 2%.

Para 70% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará. Outros 28% poderão mudar e 1% não souberam ou não responderam.

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Espontânea e Rejeição

Na pesquisa espontânea, Lula saiu de 32% das intenções de voto no levantamento de março, para 33% em abril e, no atual levantamento, chegou a 36%. Flávio Bolsonaro permaneceu em 26% nas três pesquisas. Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar e inelegível, saiu de 2% em março e abril para 1% em maio.

Renan Santos, Zema e Caiado apareciam todos com 1% em março e no levantamento de abril ficaram com 2%, 2% e 1%, respectivamente. Agora, os três têm 2%. Cury, Daciolo e Joaquim Barbosa não foram lembrados.

Nesse levantamento de maio, 26% não souberam responder ou não opinaram e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 2%. Outros candidatos também foram citados por 2% dos eleitores.

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A rejeição a Lula variou de 49% para 48% do eleitorado brasileiro entre as duas primeiras pesquisas e agora é de 47%. Flávio Bolsonaro saiu de 48% nos dois primeiros levantamentos para 50% de rejeição agora. O potencial de voto de Lula era de 50% e o de Flávio Bolsonaro ficou em 48% nos primeiros levantamentos. Agora, Lula manteve 50% de potencial de voto e Flávio Bolsonaro caiu para 46%.

Avaliação do governo e aprovação do presidente

O levantamento perguntou como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula e 15% responderam ótimo (15% em março e 14% em abril), 22% bom (20% em março e 19% em abril), e 22% consideraram regular, ante 21% e 23%, respectivamente, nas pesquisas anteriores. Outros 7% consideraram o governo ruim, ante 8% nos dois primeiros levantamentos, e 33% como péssimo, ante 36% e 35% respectivamente. Já 1% não responderam e não souberam avaliar, mesmo porcentual de março e abril.

O trabalho do governo do presidente Lula foi aprovado por 47%, contra 45% em março e 46% em abril, e desaprovado por 48% dos entrevistados, ante 51% em março e 49% no mês passado. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação saíram de 4% para 5% em abril e, agora, são 6%.

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Metodologia

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.045 pessoas entre sexta-feira (22) e domingo (24) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-04193/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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