Eleições 2026

Lula mantém vantagem no primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro reduz diferença no segundo turno, aponta pesquisa CNT/MDA

11 ago 2026, 11:41 - atualizado em 11 ago 2026, 11:55
Flávio Bolsonaro e Lula mantêm polarização em 2026 (Fábio Rodrigues Pozzebom/Lula Marques/Agência Brasil)

Pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial 2026 divulgada nesta terça-feira (11) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42,4% das intenções e votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 28,7% no primeiro turno. No levantamento anterior, de junho, o presidente obteve 41,8% e o senador atingia 28,2%. A vantagem saiu de 13,6 pontos para 13,7 pontos porcentuais.

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Os dois polarizam a disputa no primeiro turno, sem serem ameaçados por outros postulantes ao Planalto. Entre os outros pré-candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com os mesmos 4% de junho, Romeu Zema (Novo) variou de 2,8% para 3,3%, e Renan Santos (Missão), saiu de 2% para 2,8% e Augusto Cury (Avante) saiu de 1,8% para 1,2%.

Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), aparecem pela primeira vez e atingiram 1,6% e 0,9%, respectivamente, e outros nomes, somados, também atingiram 0,9%. Brancos e nulos foram 6,8% e 7,2% estão indecisos, ante 7% e 9,9%, respectivamente, em junho.

Cenários de segundo turno e a terceira via

Em um segundo turno, o presidente venceria o senador por 48% a 39,1%, ante 49,3% a 36,8% na pesquisa passada. Mesmo com a vantagem caindo de 12,5 pontos para 8,9 pontos porcentuais, pela margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, Lula ainda seria reeleito.

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Além de vencer Flávio Bolsonaro no segundo Turno, Lula venceria também os outros adversários da oposição. O presidente tem 49,1% a 34,9% contra Zema e 47,9% a 35,9% contra Caiado. Contra Renan Santos a vantagem seria de 48,5% a 33% e contra Augusto Cury, o presidente teria 48,6% a 32,4%.

Apesar da polarização, a pesquisa apontou que ainda existe uma demanda por uma terceira via nas eleições presidenciais. Entre os entrevistados, 31,5% relataram a preferência de voto em algum candidato que não seja Lula, alguém da família Bolsonaro ou alguém ligado a eles, ante 35,8% na pesquisa passada.

Por outro lado, 71,2% dos entrevistados declararam que já definiram o voto em algum candidato, com 80% dos eleitores de Lula e 79% dos de Flávio Bolsonaro convictos das escolhas.

Potencial de voto

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A pesquisa apontou também que o presidente Lula tem um potencial de voto de 52,6%, se considerados os que votariam com certeza nele (40,5%) e os que poderiam votar (12,1%). Outros 46,2% declaram que não reelegeriam o presidente. O potencial de voto de Flávio Bolsonaro é de 42,1% (26% votariam com certeza e 16,1% poderiam votar) e 54,5% declararam que não votariam no senador.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, na qual os nomes não são fornecidos aos entrevistados, Lula foi citado por 35,3% dos eleitores, ante 34,6% em junho, Flávio Bolsonaro variou de 19,8% para 22,4% e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, por 2%.

Caiado foi lembrado por 1,3%, Renan Santos por 0,7% e outros nomes foram citados por 1%. Brancos e nulos variaram de 7% para 6,5% e 30,7% se declararam indecisos, ante 32,4% em junho.

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Metodologia

Na pesquisa, foram consultados 2.002 eleitores presencialmente em 140 municípios entre a última quarta-feira (5) e sábado (8). A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-06935/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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