Petrobras (PETR3;PETR4) bate Brava (BRAV3) e leva ativos da Petronas; o que os analistas acham do movimento?
A Petrobras (PETR3;PETR4) exerceu seu direito de preferência e anunciou a aquisição de ativos da Petronas Petróleo Brasil, tirando a Brava Energia (BRAV3) da jogada.
A estatal, que já detinha 50% dos ativos, adquiriu os outros 50% do campo de Tartaruga Verde (Concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte, localizados na Bacia de Campos e detidos pela Petronas Petróleo Brasil. Assim, a estatal agora tem 100% de participação dos ativos.
Segundo analistas, a Brava perde potencial para criação de valor, incremento de Ebitda e fluxo de caixa livre aos acionistas (FCFE) ao encerrar as negociações.
Por outro lado, a transação é considerada positiva para a Petrobras, visto que a decisão para refletir uma oportunidade de avaliação atrativa, além de reforçar a geração de ativos sob controle da estatal.
A ação ordinária da Petrobras avançava 3,09%, a R$ 51,67, e a ação preferencial subia 3,44%, a R$ 47,15, por volta das 11h52 (horário de Brasília), reagindo à alta do petróleo no mercado global.
Já a Brava Energia, no mesmo horário, recuava 3%, a R$ 18,08.
Oportunidade de avaliação atrativa
Para o Itaú BBA, apesar de o foco de curto prazo da Petrobras no desenvolvimento do pré-sal, a decisão de exercer o seu direito de preferência em um campo de pós-sal parece refletir uma oportunidade de avaliação atrativa, bem como a flexibilidade adicional associada a se tornar a única proprietária do ativo.
“A posse integral confere à empresa maior autonomia e opcionalidade sobre decisões futuras de desenvolvimento e operação”, avalia o time de analistas do BBA liderados por Monique Martins Greco Natal.
Transação reforça geração de caixa de ativos sob controle da PETR4
O BTG Pactual considera que a transação é favorável à Petrobras, uma vez que consolida totalmente barris operados dentro de seu portfólio e reforça a geração de caixa de ativos que já estão sob seu controle operacional.
Com o Brent acima dos US$ 100 — e considerando que a transação é economicamente retroativa a julho de 2025 —, o banco prevê que o desembolso efetivo de caixa no fechamento seja relativamente limitado, já que parte do valor será ajustada pelos fluxos de caixa já gerados pelos ativos.
Tamanho da transação não é significativo para a Petrobras
A XP Investimentos, por outro lado, ressalta que o tamanho da transação não é significativo para a Petrobras, já que representa apenas cerca de 0,2% a 0,5% do valor de mercado da estatal.
Ainda assim, o analista da corretora Regis Cardoso avalia a aquisição como positiva em termos de geração de valor.