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Petrobras (PETR3;PETR4) bate Brava (BRAV3) e leva ativos da Petronas; o que os analistas acham do movimento?

17 mar 2026, 12:12 - atualizado em 17 mar 2026, 13:45
Petrobras PETR4 dividendos
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr)

Petrobras (PETR3;PETR4) exerceu seu direito de preferência e anunciou a aquisição de ativos da Petronas Petróleo Brasil, tirando a Brava Energia (BRAV3) da jogada.

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A estatal, que já detinha 50% dos ativos, adquiriu os outros 50% do campo de Tartaruga Verde (Concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte, localizados na Bacia de Campos e detidos pela Petronas Petróleo Brasil. Assim, a estatal agora tem 100% de participação dos ativos.

Segundo analistas, a Brava perde potencial para criação de valor, incremento de Ebitda e fluxo de caixa livre aos acionistas (FCFE) ao encerrar as negociações.

Por outro lado, a transação é considerada positiva para a Petrobras, visto que a decisão para refletir uma oportunidade de avaliação atrativa, além de reforçar a geração de ativos sob controle da estatal.

A ação ordinária da Petrobras avançava 3,09%, a R$ 51,67, e a ação preferencial subia 3,44%, a R$ 47,15, por volta das 11h52 (horário de Brasília), reagindo à alta do petróleo no mercado global.

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Já a Brava Energia, no mesmo horário, recuava 3%, a R$ 18,08.



Oportunidade de avaliação atrativa

Para o Itaú BBA, apesar de o foco de curto prazo da Petrobras no desenvolvimento do pré-sal, a decisão de exercer o seu direito de preferência em um campo de pós-sal parece refletir uma oportunidade de avaliação atrativa, bem como a flexibilidade adicional associada a se tornar a única proprietária do ativo.

“A posse integral confere à empresa maior autonomia e opcionalidade sobre decisões futuras de desenvolvimento e operação”, avalia o time de analistas do BBA liderados por Monique Martins Greco Natal.

Transação reforça geração de caixa de ativos sob controle da PETR4

O BTG Pactual considera que a transação é favorável à Petrobras, uma vez que consolida totalmente barris operados dentro de seu portfólio e reforça a geração de caixa de ativos que já estão sob seu controle operacional.

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Com o Brent acima dos US$ 100 — e considerando que a transação é economicamente retroativa a julho de 2025 —, o banco prevê que o desembolso efetivo de caixa no fechamento seja relativamente limitado, já que parte do valor será ajustada pelos fluxos de caixa já gerados pelos ativos.

Tamanho da transação não é significativo para a Petrobras

A XP Investimentos, por outro lado, ressalta que o tamanho da transação não é significativo para a Petrobras, já que representa apenas cerca de 0,2% a 0,5% do valor de mercado da estatal.

Ainda assim, o analista da corretora Regis Cardoso avalia a aquisição como positiva em termos de geração de valor.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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