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Petrobras (PETR4): BTG Pactual eleva ação para compra mesmo após alta de 56% no ano; veja os 3 motivos para isso

16 mar 2026, 9:34 - atualizado em 16 mar 2026, 10:31
dividendos petrobras
(Foto: Reuters/Sergio Moraes)

O BTG Pactual elevou a recomendação da Petrobras (PETR4) de neutra para compra, elevando também o preço-alvo para a ADR (American Depositary Receipts) de US$ 15 para US$ 21, diante do posicionamento da petrolífera brasileira para capturar preços mais altos do petróleo.

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Três fatores principais sustentam a visão positiva dos analistas. O primeiro deles é o chamado “valor de escassez” da Petrobras, apoiado pela falta de empresas de energia integradas em mercados emergentes e estatais brasileiras listadas.

Somado a isso, o BTG destaca o perfil de produção robusto e de baixo custo, que coloca a petrolífera em uma posição competitiva frente a pares globais.

“Embora esperemos volatilidade na produção, devido aos grandes FPSOs recentemente introduzidos pela Petrobras (especialmente em Búzios), vemos a companhia oferecendo um perfil de produção robusto e com baixo custo de extração”, diz o banco.

Por fim, com o petróleo tipo Brent a US$ 80 por barril e com preços de combustíveis ajustados, o BTG estima que a companhia voltará a gerar fluxo de caixa excedente nos próximos trimestres.

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“Mesmo após a alta de 56% no ano das ações, preços mais elevados do Brent e ajustes nos preços domésticos de combustíveis (somados ao programa de subvenção ao diesel) melhoram materialmente a perspectiva de geração de FCFE (fluxo de caixa livre ao acionista) e a capacidade de dividendos no curto prazo, sustentando nossa elevação para compra”, diz o BTG.

Fator eleições

A equipe de analistas do BTG, liderada por Rodrigo Almeida, aponta que as eleições de 2026 podem representar um catalisador adicional de valorização, por meio de uma potencial redução no custo de capital próprio.

“Por outro lado, acreditamos que o atual governo dificilmente promoverá mudanças significativas na Petrobras caso seja reeleito. Na verdade, as medidas anunciadas na semana passada reforçam a abordagem cautelosa do governo em relação à governança e à política de preços de combustíveis”, diz o banco.

A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel nas refinarias, equivalente a uma alta de 11,6%. Sem a medida do Governo, segundo a companhia, o aumento poderia chegar a cerca de R$ 0,70 por litro no preço final.

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O reajuste ocorreu após mais de 310 dias sem aumento no diesel vendido nas refinarias da Petrobras. A última alteração havia sido uma redução de preços.

Segundo Magda Chambriard, presidente da estatal, o reajuste foi provocado principalmente pela alta recente do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas.

“A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Há cerca de 20 dias a tendência era de queda nos preços e nos preparávamos para reduzir o diesel. Fomos surpreendidos pela necessidade de aumento”, afirmou.

Riscos para a tese

Para o BTG Pactual, a Petrobras precisa de Brent entre US$ 65 e US$ 67 por barril para cobrir seus dividendos ordinários. Dessa maneira, caso o Brent caia abaixo de US$ 70 por barril, a atratividade de investimento na empresa diminui.

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“Além disso, destacamos que a Petrobras tem sido vocal sobre uma possível aquisição no setor de etanol de milho (para a qual incluímos US$ 500 milhões em nosso modelo) e pode eventualmente participar da reestruturação da Braskem, o que poderia impactar os fluxos de caixa e dividendos no curto prazo”, dizem os analistas.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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