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Petrobras (PETR4): BTG vê espaço para dividendos robustos e projeta balanço forte; veja novo preço-alvo

20 jul 2026, 14:18
Petrobras PETR4 dividendos
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr)

O BTG Pactual fixou o preço-alvo da Petrobras (PETR4) para R$ 56 considerando o fim de 2027 e reiterou a recomendação de compra para as ações. Na avaliação do banco, a estatal deve entregar resultados fortes nos próximos trimestres, impulsionados pelas margens elevadas de refino, o que deve sustentar uma geração robusta de caixa e o pagamento de dividendos atrativos.

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Segundo o BTG, o mercado ainda não reconhece totalmente a relevância dos preços elevados dos combustíveis para a tese de investimento da companhia. Como cerca de 70% da produção de petróleo da Petrobras é utilizada como matéria-prima em suas refinarias, a empresa está bem posicionada, na avaliação do banco, para capturar o cenário de margens de refino mais altas.

O banco estima yield de fluxo de caixa ao acionista de aproximadamente 10% em 2026 e de 12% em 2027, enquanto o dividend yield deve ficar em torno de 10% nos dois anos. Caso a atual dinâmica das margens de refino se estenda pelo segundo semestre de 2026 e por 2027, o BTG acredita que a geração de caixa e a capacidade de pagamento de dividendos da estatal poderão melhorar ainda mais.

Em um cenário mais otimista, com Brent e margens de refino acima das premissas-base, o banco calcula que o yield de fluxo de caixa ao acionista poderá alcançar cerca de 22% em 2027, enquanto o dividend yield pode chegar a aproximadamente 14%.

BTG espera resultados fortes no 2T26

Para o segundo trimestre de 2026, o BTG projeta EBITDA ajustado de US$ 18,9 bilhões, alta de 67% na comparação trimestral e de 106% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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O banco também estima lucro líquido de US$ 9,5 bilhões, avanço de 53% frente ao primeiro trimestre e de 102% na comparação anual.

Já o fluxo de caixa ao acionista é estimado em US$ 2,6 bilhões, enquanto os dividendos referentes ao período devem somar cerca de US$ 2,5 bilhões.

Na visão dos analistas, embora o mercado já espere um segundo trimestre sólido, as estimativas ainda não incorporam totalmente o impacto das margens de refino sobre os resultados a partir do terceiro trimestre de 2026 e, principalmente, em 2027. Por isso, o BTG vê espaço para novas revisões positivas de lucro nos próximos meses.

Margens de refino sustentam a tese

O BTG atribui o cenário favorável à manutenção de um mercado global de combustíveis apertado. Segundo o banco, três fatores explicam as margens elevadas de refino: anos de subinvestimento e fechamento de refinarias, a proibição russa das exportações de diesel combinada aos ataques ucranianos contra refinarias e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os fluxos de petróleo e as operações de refino.

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Na avaliação dos analistas, esses fatores sustentam um déficit estrutural de oferta de combustíveis, o que deve manter os preços elevados mesmo se o petróleo recuar.

Além disso, o BTG acredita que a Petrobras pode manter os preços domésticos dos combustíveis em níveis mais altos por mais tempo para se realinhar à sua política de preços, o que também favoreceria a rentabilidade do segmento de refino.

Com a atualização das premissas, o banco estima que o breakeven de fluxo de caixa livre da companhia fique mais próximo de US$ 60 por barril, ante estimativa de US$ 67 por barril em janeiro de 2026. Segundo o BTG, isso pode permitir que a Petrobras reduza sua dívida bruta para perto de US$ 65 bilhões, preservando uma remuneração atrativa aos acionistas.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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