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Petrobras (PETR4) deve seguir com dividendos atrativos após 2T26 ‘sólido’, dizem analistas; veja o que fazer com as ações

07 ago 2026, 11:38 - atualizado em 07 ago 2026, 12:22
dividendos petrobras
(Foto: Reuters/Sergio Moraes)

Analistas do mercado financeiro avaliaram o 2T26 da Petrobras (PETR4) como forte, com Ebitda, geração de caixa e dividendos acima das expectativas, impulsionados pelo desempenho do E&P, maior produção no pré-sal e melhores margens.

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A expectativa é de continuidade da geração de caixa e dividendos atrativos, mas o mercado segue monitorando riscos relacionados ao petróleo, política de preços, alocação de capital e cenário político.

Por vola das 11h30, as ações da Petrobras caíam 0,2%, a R$ 42,02, depois de subirem mais de 1% mais cedo. Na véspera, a companhia reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre e anunciou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

A virada dos papéis hoje coincide com declarações do diretor financeiro da estatal, Fernando Melgarejo, em entrevista à CNN Money. O executivo afirmou que dificilmente haverá pagamento de dividendos extraordinários.

Forte desempenho em E&P

O Bradesco BBI avaliou que a Petrobras apresentou um resultado sólido no segundo trimestre de 2026, com Ebitda de US$ 18,9 bilhões, 6% acima do consenso de mercado, impulsionado principalmente pelo forte desempenho do segmento de Exploração e Produção (E&P).

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O banco avalia que a companhia também entregou uma robusta geração de fluxo de caixa livre de US$ 4,4 bilhões, favorecida por menor consumo de capital de giro e despesas de capital (Capex) estáveis.

Após os resultados, o Bradesco BBI revisou suas estimativas para incorporar margens de refino mais elevadas no curto prazo e uma projeção de produção maior para os próximos três anos. O banco pondera, no entanto, que esses fatores são parcialmente compensados por uma curva de preços de petróleo mais baixa.

Já XP Investimentos disse que o lucro líquido apresentado pela Petrobras foi 30% superior a sua projeção. A corretora destacou que o principal fator por trás do resultado foi a captura dos preços mais altos do petróleo e das margens de refino, mesmo com os preços domésticos de combustíveis permanecendo abaixo da paridade internacional durante boa parte do trimestre.

Considerando ajustes de capital de giro e vendas de ativos, a XP estima que o fluxo de caixa recorrente teria ficado próximo de US$ 7,6 bilhões.

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A corretora também ressaltou a melhora da estrutura financeira da companhia. A dívida líquida caiu cerca de US$ 3 bilhões no trimestre, para US$ 15,4 bilhões, enquanto a alavancagem recuou para 1,14 vez dívida líquida/Ebitda.

No lado operacional, a XP apontou aumento da produção de óleo para 2,69 milhões de barris por dia, impulsionado pelo avanço dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78 no pré-sal. O lifting cost caiu para US$ 9 por barril, beneficiado pela menor necessidade de intervenções em poços e pela maior participação do pré-sal no mix de produção.

Apesar da avaliação positiva, a XP ponderou que havia espaço para um desempenho ainda melhor. Em suas estimativas, diesel e gasolina ficaram abaixo da paridade de importação durante grande parte do trimestre, o que pode ter reduzido o Ebitda em cerca de US$ 1,8 bilhão e o fluxo de caixa livre em aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

O que fazer com as ações

O Santander, além de apontar que os resultados foram melhores do que o esperado, manteve a recomendação Outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da Petrobras e classificou a companhia como sua principal escolha no setor de petróleo e gás na América Latina. O preço-alvo foi mantido em US$ 24 por ação, equivalente a R$ 60.

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O BTG Pactual também reiterou a recomendação de compra, a um preço-alvo de R$ 56, avaliando que Petrobras “continua a oferecer uma tese de investimento atraente, ancorada em um sólido crescimento de produção, fortes tendências de preços, especialmente em combustíveis, e retornos robustos”: de cerca de 12% de yield de fluxo de caixa ao acionista e 10% de dividend yield para 2027, com Brent a US$70/barril.

O banco Safra foi outro que seguiu com recomendação de compra para as ações preferenciais da Petrobras, com preço-alvo de R$ 57, o que representa potencial de valorização de 35% em relação ao preço de referência de R$ 42,13.

O Bradesco BBI passou a adotar preço-alvo de R$ 53,00 para o fim de 2027, ante R$ 50,00 para 2026, mas o manteve recomendação neutra. Na avaliação dos analistas, o dividend yield projetado de cerca de 10% ao ano continua atrativo, mas o potencial de valorização dos papéis segue limitado pelos riscos de queda do petróleo, pelas incertezas relacionadas à alocação de capital e pela volatilidade política.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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