Petrobras (PETR4) lucra R$ 52,4 bilhões no 2T26 e supera consenso
A Petrobras (PETR4) reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), resultado acima da expectativa do mercado, que projetava R$ 50,8 bilhões.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela produção recorde de petróleo e derivados, pelos preços mais elevados do Brent e pela forte geração de caixa. O conselho de administração também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período.
A Petrobras registrou receita líquida de R$ 169,5 bilhões no trimestre e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 93,8 bilhões. Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda alcançou R$ 100,6 bilhões, enquanto o lucro líquido passou de R$ 52,4 bilhões para R$ 55,8 bilhões.
O consenso de mercado projetava receita líquida de R$ 169,6 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 92,6 bilhões e lucro líquido de R$ 50,8 bilhões. Na comparação, a companhia entregou receita praticamente em linha com as estimativas e superou as expectativas para Ebitda e lucro líquido.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.
Os números já eram esperados pelo mercado desde a divulgação da prévia operacional, no fim de julho. Na ocasião, a Petrobras informou produção recorde de petróleo e gás, avanço do refino e maiores exportações, reforçando as expectativas para um trimestre mais forte. No balanço, a companhia destacou que a produção total cresceu 3,4% em relação ao primeiro trimestre, impulsionada pelo ramp-up dos novos sistemas de produção e pela entrada em operação da plataforma P-79, em Búzios.
O refino também contribuiu para o desempenho. A Petrobras atingiu fator de utilização das refinarias (FUT) de 101,2%, recorde para a companhia, elevando em 5,6% a produção de derivados e mantendo 68% do mix concentrado em produtos de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV). Segundo a empresa, a maior produção permitiu ampliar as exportações e reduzir a necessidade de importação de derivados, favorecendo os resultados do trimestre.
Os custos e despesas operacionais somaram R$ 26,5 bilhões no trimestre, alta de 44% sobre os três meses anteriores. Ainda assim, o avanço da produção e dos preços do petróleo levou o lucro bruto a R$ 98,3 bilhões, crescimento de 64,9% na mesma base de comparação.
No resultado financeiro, parte do ganho operacional foi compensada pelo aumento da despesa tributária, principalmente em razão do imposto sobre exportação de petróleo, e pelo menor ganho com variação cambial.
A dívida bruta caiu para US$ 70,8 bilhões, ante US$ 71,2 bilhões no trimestre anterior, enquanto a dívida líquida recuou para US$ 60,4 bilhões, frente a US$ 62,1 bilhões, refletindo a forte geração de caixa e a amortização de financiamentos.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 61,8 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre somou R$ 38,6 bilhões. Segundo a companhia, os recursos foram direcionados principalmente para investimentos, amortização de dívidas e remuneração aos acionistas, o que também sustentou a aprovação de bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.