Petrobras (PETR4): Vai comprar por causa do conflito? Bradesco BBI faz alerta
A Petrobras (PETR4) é um veículo óbvio para quem quer se expor ao petróleo. Nesta segunda-feira, a ação da petroleira disparava 4,50%, a R$ 41, encostando nas máximas históricas. Mas investir na companhia só para acompanhar a escalada da commodity pode ser um risco na visão do Bradesco BBI.
“Em nossa avaliação, ampliar exposição ao setor com base em um evento cuja duração ainda é incerta —e que pode se encerrar rapidamente”, diz.
Segundo os analistas, a principal dúvida agora é, justamente, é a duração e na intensidade do conflito.
Quanto mais tempo o estreito de Ormuz, que escoa 20% do consumo do petróleo no mundo, permanecer fechado, mais o impacto será sentido nos preços.
“O impacto dependerá da relação entre a alta do Brent e o aumento dos custos de frete e seguro. Companhias mais expostas ao preço à vista e com menor proteção via hedge —como Petrobras, PRIO e PetroReconcavo (RECV3) —tendem a capturar melhor eventuais altas adicionais do petróleo”, destacam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.
Por outro lado, empresas com maior cobertura de hedge, como Brava Energia (BRAV3), devem sentir um efeito mais moderado no curto prazo.
Petróleo dispara com conflito no Irã
Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio a escalada das tensões geopolíticas — com novos desdobramentos neste fim de semana.
No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei.
O presidente Donald Trump chegou a afirmar que o Irã estaria disposto a negociar. No entanto, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou a informação, indicando que o conflito pode se prolongar.
Trump também declarou que a companha de bombardeiros contra o Irã continuará, possivelmente por semanas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã assumiu, nesta segunda-feira (2), a autoria de um ataque com mísseis ao gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ao quartel-general da Força Aérea israelense.
Segundo a Guarda Revolucionária, os mísseis também atingiram edifícios governamentais em Tel Aviv e instalações militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental. Israel não confirmou os ataques.
Os contratos mais líquidos do petróleo iniciaram a sessão no domingo com disparada de mais de 13% em reação ao conflito no Irã.