Giro do Mercado

Petroleiras sustentam retornos mesmo com petróleo na faixa dos US$ 70, diz analista da Empiricus

30 jun 2026, 14:30 - atualizado em 30 jun 2026, 14:30
Petróleo petroleira ação Irã
(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)

As ações de petroleiras seguem sustentando bons retornos mesmo após o petróleo Brent (ukoil) voltar a ser negociado na faixa de US$ 70 por barril, segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.

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Para ele, o choque de preços provocado pelos conflitos geopolíticos perdeu força. “A guerra trouxe uma mudança de preço muito relevante, mas a gente entendia que isso não duraria para sempre”, disse durante o Giro do Mercado desta terça-feira (30).

Com isso, os investidores passaram a discutir qual será o novo piso da commodity. Antes das tensões, o barril operava próximo de US$ 60. Agora, esse patamar parece menos provável.

“A gente entende que aquele cenário de preços abaixo de US$ 60 não é mais tão factível quanto era”, afirmou.

Na avaliação do analista, o novo cenário ainda incorpora uma possibilidade de risco geopolítico, o que mantém o suporte para as ações do setor, principalmente pela perspectiva de dividendos.

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No caso da Petrobras (PETR4), Hungria destaca a capacidade da companhia de gerar retorno mesmo com o petróleo em níveis mais baixos. “Ela consegue entregar um dividend yield de 8% a 9% mesmo com petróleo em US$ 67, US$ 65”, disse.

Esse retorno funciona como suporte para os papéis, mas limita uma alta mais expressiva no curto prazo. “A gente não espera que a ação vá subir bastante, porque depende muito do preço do petróleo”, afirmou.

Para os próximos meses, a expectativa é de volatilidade. O mercado ainda busca um equilíbrio entre oferta e demanda, segundo o analista.

O que esperar do segundo semestre

Para o segundo semestre, a avaliação é de um período um pouco mais positivo, mas ainda desafiador. Após meses de piora nas expectativas, pressionadas por inflação elevada e juros altos, os dados recentes começaram a mostrar melhora.

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A queda do petróleo também contribui para esse movimento ao reduzir as pressões inflacionárias. Apesar disso, Hungria mantém cautela. “Não é para ir de peito aberto”, disse.

O principal ponto de atenção continua sendo a Selic elevada. Juros mais altos tendem a pressionar empresas mais endividadas e projetos que exigem maior volume de investimento.

Por isso, o analista recomenda buscar companhias mais resilientes, capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos.

Além disso, ele destaca que o ambiente político segue no radar dos investidores e pode ampliar a volatilidade. Nesse contexto, a estratégia é manter seletividade e diversificação, com espaço para petroleiras, mas sem concentração excessiva.

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*Sob supervisão de Kaype Abreu

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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