Petróleo avança e fecha próximo de US$ 100 com incertezas sobre fim da guerra no Oriente Médio
Os preços do petróleo subiram e fecharam próximos dos US$ 100 nesta quinta-feira (16) com a falta de avanços concretos para um cessar-fogo mais duradouro entre Estados Unidos e Irã.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam em alta de 4,7%, a US$ 99,39 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio avançaram 3,72%, a US$ 94,69 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que mexeu com o petróleo hoje?
A commodity acelerou na sessão desta quinta-feira com relatos de autoridades do Paquistão de que não há data marcada para uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os Estados Unidos e o Irã pode ocorrer no fim de semana, aumentando o otimismo de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim.
Trump disse que o Irã havia se oferecido para não ter armas nucleares por mais de 20 anos. “Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fazer um acordo com o Irã”, disse ele.
Com a proximidade do fim do cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, previsto para a próxima quarta-feira (22), alguns líderes do Golfo Pérsico e da Europa avaliam que uma solução definitiva pode levar cerca de seis meses. A trégua seria prorrogada por um tempo suficiente para cobrir esse período, segundo a agência de notícias Bloomberg.
Para a Capital Economics, as esperanças de que o cessar-fogo seja estendido estão crescendo, à medida que as negociações continuam.
Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, vê na alta no petróleo um movimento que reflete o ceticismo crescente do mercado sobre a capacidade das negociações entre Estados Unidos e Irã de produzir um acordo rápido o suficiente para normalizar os fluxos pelo Estreito.
Enquanto isso, o impacto da alta do petróleo com a guerra segue pressionando os preços de energia. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou hoje que a Europa dispõe de “talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação”.
Na Venezuela, a espanhola Repsol anunciou um acordo com o governo e a estatal PDVSA para reassumir o controle operacional de ativos no país, abrindo caminho para elevar a produção de petróleo.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters