Já que é para tombar: Petróleo cai mais de 9% com abertura do Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo fecharam em forte queda de 9% na sessão desta sexta-feira (17) com a abertura temporária do Estreito de Ormuz pelo Irã até o fim do cessar-fogo entre Líbano e Israel.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho recuaram 9,06%, a US$ 90,38 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio cederam 9,41%, a US$ 82,59 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Na semana, o Brent caiu 5,06%, enquanto o WTI despencou 14,5%.
O que mexeu com o petróleo hoje?
O petróleo perdeu força diante dos avanços com o cessar-fogo entre Líbano e Israel e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo, em consonância com a interrupção no conflito no Líbano.
A passagem de embarcações pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã, acrescentou Abbas Araqchi em uma publicação no X.
Contudo, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã poderá voltar a fechar o Estreito de Ormuz, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha o bloqueio naval na região.
Ao site Axios, Trump afirmou que a expectativa é de que o acordo com o Irã saia dentro de um ou dois dias. Segundo ele, negociadores dos EUA e do Irã provavelmente se reunirão neste fim de semana em Islamabad, capital do Paquistão.
O presidente norte-americano afirmou que o Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz e aceitou encerrar o seu programa nuclear indefinidamente, algo que não foi confirmado por porta-vozes do país persa.
Na quinta-feira (16), o cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel passou a vigorar às 18h (horário de Brasília). A campanha lançada por Israel foi um entrave nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump reiterou que os israelenses estão proibidos de realizar novos ataques ao Líbano.
Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, essa pausa nos combates no Oriente Médio, que envolve o Hezbollah, ajudou a reduzir os riscos imediatos de uma escalada regional mais ampla e trouxe alívio aos prêmios de risco do mercado de petróleo
*Com informações de Estadão Conteúdo