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Ibovespa despenca mais de 2% com novo ‘tarifaço’ de Trump e impasse no Oriente Médio; dólar sobe a R$ 5,06

03 jun 2026, 17:25 - atualizado em 03 jun 2026, 17:44
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) perdeu 3,8 mil pontos com a uma ‘nova onda’ de aversão a risco global. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã fortaleceu o temor de choques inflacionários e juros globais elevados por mais tempo.

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Nesta quarta-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,22%, aos 170.330,63 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0668 com alta de 1,14%.

Por aqui, a nova ameaça tarifária injetou mais cautela no mercado. Ontem (2), o governo Trump anunciou que pretende impor uma nova taxa de 12,5% a importações do Brasil e de outros 60 países, em uma nova rodada do tarifaço.

Caso seja aplicada, a nova cobrança, de 12,5%, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre “práticas incoerentes” do país com os Estados Unidos.

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Altas e quedas do Ibovespa

Com o aumento da aversão a risco, apenas oito ações encerraram o pregão em alta no Ibovespa.

A ponta positiva foi liderada por Copasa (CSMG3), com alta de 13,34% (R$ 60,0), em meio a rumores de que a Equatorial (EQTL3) entregou uma nova proposta por participação na privatização da companhia.

A Minerva (BEEF3) também foi um dos destaques, com alta de 2,29% (R$ 3,58), após o JP Morgan elevar a recomendação das ações da companhia para compra.

Já a ponta negativa foi encabeçada por ações domésticas com a abertura da curva de juros futuros. Hapvida (HAPV3) e Azzas (AZZA3) lideraram as perdas com queda de mais de 8%.

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Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, ignorou a valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, com o barril do Brent próximo a US$ 98.

PETR3 terminou o dia com baixa de 1,12% (R$ 46,95) e PETR4 registrou recuo de 0,77% (R$ 41,25) – figurando como a ação mais negociada da B3 com cerca de 58,5 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,6 bilhão.

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, foi pressionada pela saída do fluxo estrangeiro da bolsa e o desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 0,57%, a 780 yuans (US$ 115,34) a tonelada. VALE3 caiu 3,78% (R$ 81,79).

Os bancos também recuaram em bloco: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 2,78%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve baixa de 2,12% (R$ 38,72), no menor preço de tela do ano.

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Petrobras, Vale e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em tom negativo com retomada da aversão a risco de olho no cenário geopolítico e alta nos preços do petróleo, que elevaram o temor de choques inflacionários.

Dados do mercado de trabalho mais fortes do que o esperado também reforçaram a leitura de juros elevados por mais tempo.

Confira o fechamento dos índices:

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  • Dow Jones: -1,21%, aos 50.687,07 pontos;
  • S&P 500: -0,74%, aos 7.553,68 pontos;
  • Nasdaq: -0,89%, aos 26.853,976 pontos.

Na Europa, o temor inflacionário e o impasse no Oriente Médio também derrubaram as bolsas. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,66%, aos 621,19 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia sem direção única. O índice de Nikkei, do Japão, renovou recorde histórico de fechamento aos 68.402,13 pontos (+2,50%), enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,56%, aos 25.633,21 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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