Petróleo recua 6% na semana de olho em Ormuz
Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (28) de olho no aumento do fluxo de navios no Estreito de Ormuz. Apesar disso, não há perspectiva no curto prazo de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito e normalizar a passagem de embarcações na hidrovia.
Durante a semana, o barril do Brent teve perdas de 6%, devido a notícias de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã durante a semana, o que ajudou a manter certo otimismo durante parte da semana.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 0,47%, a US$ 88,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro encerrou com recuo de 0,16%, a US$ 83,40 o barril.
Na semana, o WTI caiu 4,2% e o Brent recuou 6,6%.
O que mexeu com o petróleo?
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, segue com o anúncio de medidas para pressionar economicamente o Irã e afirmou que o bloqueio naval também tem o auxílio pelo espaço, ainda que não tenha detalhado e estava se referindo às restrições impostas pelo seu governo aos portos iranianos.
A guerra entrou no sexto mês, ainda sem uma perspectiva de acordo que a encerre. O governo Trump informou a mediadores que não tem interesse em retomar os termos de um acordo preliminar firmado com o Irã, que posteriormente fracassou.
Para o analista da StoneX, Alex Hodes, as esperanças de uma abertura temporária do estreito aliviaram parte das pressões no mercado, mas nenhum acordo de paz foi confirmado. Embora a retórica tenha suavizado um pouco, ainda são esperadas interrupções contínuas”, afirma ele.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou acusações de que os Estados Unidos promovem uma nova onda de “terrorismo econômico” contra o país e que as sanções anunciadas por Washington nesta semana violam a Carta das Nações Unidas.
*Com informações de Estadão Conteúdo