Mercados

Petróleo recua 6% na semana de olho em Ormuz

28 ago 2026, 16:46 - atualizado em 28 ago 2026, 17:15
petróleo brent mineração energia
(Foto: Reuters/Christian Hartmann)

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (28) de olho no aumento do fluxo de navios no Estreito de Ormuz. Apesar disso, não há perspectiva no curto prazo de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito e normalizar a passagem de embarcações na hidrovia.

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Durante a semana, o barril do Brent teve perdas de 6%, devido a notícias de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã durante a semana, o que ajudou a manter certo otimismo durante parte da semana.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 0,47%, a US$ 88,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro encerrou com recuo de 0,16%, a US$ 83,40 o barril.

Na semana, o WTI caiu 4,2% e o Brent recuou 6,6%.

O que mexeu com o petróleo?

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O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, segue com o anúncio de medidas para pressionar economicamente o Irã e afirmou que o bloqueio naval também tem o auxílio pelo espaço, ainda que não tenha detalhado e estava se referindo às restrições impostas pelo seu governo aos portos iranianos.

A guerra entrou no sexto mês, ainda sem uma perspectiva de acordo que a encerre. O governo Trump informou a mediadores que não tem interesse em retomar os termos de um acordo preliminar firmado com o Irã, que posteriormente fracassou.

Para o analista da StoneX, Alex Hodes, as esperanças de uma abertura temporária do estreito aliviaram parte das pressões no mercado, mas nenhum acordo de paz foi confirmado. Embora a retórica tenha suavizado um pouco, ainda são esperadas interrupções contínuas”, afirma ele.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou acusações de que os Estados Unidos promovem uma nova onda de “terrorismo econômico” contra o país e que as sanções anunciadas por Washington nesta semana violam a Carta das Nações Unidas.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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