Dólar

Dólar sobe a R$ 5,19 com alta nos juros dos EUA no radar

28 ago 2026, 17:04 - atualizado em 28 ago 2026, 17:11
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista encerrou a sessão e a semana em tom positivo com o mercado antecipando a aposta de alta nos juros nos Estados Unidos de outubro para setembro.

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Nesta sexta-feira (28), a divisa encerrou o dia com alta de 0,67%, a R$ 5,1965, no mercado à vista. Durante o pregão, a divisa atingiu a cotação de 5,2308 (+1,33%).

O movimento local acompanhou o movimento do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,50% aos 99,655 pontos.

Na semana, o dólar à vista teve valorização de 1%.

“O saldo dos últimos dias mostra um mercado dividido entre o otimismo com a economia doméstica e os desafios do cenário internacional”, avalia Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.

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O que mexeu com o dólar hoje?

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O mercado de câmbio repercutiu o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.

O chair afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” caso a inflação não caminhe rapidamente para a meta de 2%.

“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho, nosso mandato, e nossa responsabilidade”, disse Warsh.

Segundo ele, “o progresso [de levar a inflação à meta] nos últimos dois anos tem sido modesto”. Vale lembrar que na última quarta-feira (26), o PCE, a inflação preferida do Fed, registrou alta de 3,7% em agosto — acima da meta e das expectativas do mercado.

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As falas de Warsh fizeram os agentes financeiros antecipar a aposta de alta nos juros nos Estados Unidos de outubro para setembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 57,5% de chance de o BC dos EUA elevar os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, contra a aposta de 35,7% antes do discurso.

Já a probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano caiu de 64,3% (antes de Warsh) para 42,5%.

No cenário doméstico, o mercado reagiu a novos dados de mercado. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, abaixo do esperado pelo mercado.

O resultado refletiu na ponta curta da curva de juros futuros, com a leitura de que o dado abre espaço para novos cortes na Selic, hoje em 14% ao ano. A taxa de contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 bateu mínima intradia a 13,615% ante 13,630% do fechamento anterior logo após a divulgação do dado.

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“No contexto geral da atividade, vemos que a economia como um todo modera o ritmo de crescimento, em linha com a política monetária restritiva. Com isso, vemos condições para o Copom continuar cortando a Selic nas reuniões restantes deste ano, levando a taxa básica de juros a 13,25 até dezembro”, afirmou André Valério, economista sênior do Inter.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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