Petróleo fecha sem direção única de olho em rota alternativa a Ormuz
Os preços do petróleo nesta quinta-feira (3) fecharam sem direção única, após uma sessão marcada pela volatilidade, após notícias uma possível rota alternativa ao Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que o conflito no Oriente Médio pode se estender até o próximo ano.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 0,12%, a US$ 95,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro subiu 0,32%, a US$ 91,30 o barril.
O que influenciou o petróleo?
A commodity operou com volatilidade no pregão desta quinta-feira como reflexo do noticiário sobre o conflito no Irã.
Pela manhã, o Wall Street Journal reportou que o Pentágono está estendendo o destacamento de tropas, sinalizando que o conflito no Oriente Médio pode durar até 2027.
De acordo com a matéria, isso faz parte de uma estratégia militar sem prazo definido, concebida para dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, opções na guerra.
Uma notícia do The Washington Post aponta que a Síria, sob o comando de seu novo presidente, Ahmed al-Sharaa, está se apresentando como um corredor terrestre relativamente estável para o transporte de energia e mercadorias, além de uma alternativa ao Estreito de Ormuz.
Aliado de al-Sharaa, Donald Trump classificou o relato como uma “ótima notícia”. Trump também disse que os Estados Unidos têm “quantidades virtualmente ilimitadas de munição” muito além do que seria necessário para a operação militar no Irã “ou para qualquer outra guerra”.
Ao mesmo tempo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse o país não irá dialogar com o Irã até que os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz parem.
O Irã voltou a atacar bases norte-americanas em países vizinhos, com bombardeios de mísseis e drones em instalações dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait nesta quinta-feira.
Para o Goldman Sachs, os mercados de transporte agora precificam um “status quo de ‘sem acordo no Oriente Médio’ por mais tempo”. “No entanto, a crescente adaptabilidade do mercado ao conflito, incluindo um aumento da frota fantasma e a sensibilidade de preço das importações de petróleo da China, provavelmente continuará a moderar a alta dos preços do petróleo”, afirma.
À tarde, o site The New York Post noticiou que Omã recusou o pedido do Irã para, em conjunto, cobrar taxas de serviço de navios comerciais no Estreito de Ormuz, em meio a ameaças de Washington contra os dois países. O relato contradiz uma declaração feita na semana passada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês).
*Com informações de Estadão Conteúdo