Mercados

Petróleo avança 4% com informações do acordo sobre Ormuz e ataques dos houthis

06 ago 2026, 16:36 - atualizado em 06 ago 2026, 16:43
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(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os preços do petróleo fecharam em alta com a escalada de tensões entre os houthis do Iêmen, aliados do Irã, e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, enquanto circula a notícia de que um dos pontos do acordo de reabertura do Estreito de Ormuz é a proibição da passagem de navios dos EUA e de Israel.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 3,83%, a US$ 82,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro fechou com avanço de 2,75%, a US$ 77,29 o barril.

O que movimentou o petróleo hoje?

As cotações do petróleo foram pressionadas diante dos relatos da agência de notícias iraniana Fars de que o acordo para reabertura do Estreito de Ormuz teria como um dos pontos a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos, de Israel e de “países hostis”.

Além disso, as embarcações que não respeitassem as regulamentações do Irã e de Omã estariam sujeitos a uma multa de 20% sobre o valor total da carga transportada.

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A Fars ainda reportou, segundo fontes iemenitas, que as lideranças do país devem emitir um comunicado anunciando uma operação militar de grande escala. Os houthis do Iêmen têm realizado ataques contra a Arábia Saudita e colocado em risco o tráfego de navios no Mar Vermelho.

Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, é necessário cautela e uma reabertura duradoura é incerta, uma vez que o memorando de entendimento de julho também previa reabrir Ormuz. “Irã e EUA ainda divergem sobre se estão negociando diretamente, quem controlaria as rotas de navegação e se alguma taxa de trânsito é aceitável”.

Enquanto isso, a Fitch Ratings manteve sua projeção de preço base para o petróleo Brent em US$ 87 por barril, em média, para 2026.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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